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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Putin: o míssil Avangard estará operacional em breve, o Sarmat daqui a 1 ano

Nesta quinta-feira (28), o presidente russo Vladimir Putin, em um encontro no Kremlin com os melhores finalistas de estabelecimentos de ensino militar da Rússia, falou sobre as principais tendências na área militar do país.


Sputnik

De acordo com ele, o míssil hipersônico Avangdard será adotado pelas tropas em breve, já o míssil balístico pesado Sarmat entrará em serviço daqui a um ano. As armas foram apresentadas pela primeira vez pelo líder russo em 1º de março de 2018.

Sistema de mísseis estratégico Sarmat
Míssil Sarmat © Sputnik / Aleksandr Vilf

Vladimir Putin destacou também as características avançadas das novas armas russas, frisando que elas superam seus análogos estrangeiros, estando vários anos ou até dezenas de anos à frente.

"No Distrito Militar do Sul está operando o novíssimo sistema aéreo Kinzhal, como vocês sabem. Em breve o exército adotará os mísseis balísticos intercontinentais Avangard, daqui a um ano — o Sarmat. Trata-se de somente uma parte das armas modernas, que aumentarão várias vezes o potencial do Exército russo", assinalou Putin.

Além disso, o presidente russo recordou que, seis anos atrás, a percentagem de armas e equipamentos modernos no Exército e Marinha russos não superava os 16%. "Hoje em dia, este número aproxima-se dos 60%. Estes tempos que alcançamos nos permitirão atingir 70% em 2021", afirmou Putin.

De acordo com o líder russo, estes números devem-se aos esforços colossais de cientistas, engenheiros militares e empresas industriais russas, que realizaram uma "verdadeira façanha".

"Eles fizeram aquilo que outros [países] ainda não conseguiram fazer".

Além disso, o presidente russo falou sobre a situação na Síria, destacando que a Rússia continua retirando suas tropas do país árabe.

"Como vocês sabem, iniciamos a retirada de nossos destacamentos ainda durante a minha visita à base de Hmeymim. Esta retirada continua em curso até agora", assinalou Vladimir Putin.

Ele precisou que, só nos últimos dias, foram retirados da Síria 13 aviões, 14 helicópteros, além de 1.140 militares.

O presidente russo ressaltou que a experiência ganha pelos militares russos na operação antiterrorista na Síria será utilizada na preparação militar, na resolução das tarefas mais difíceis durante manobras militares na Rússia.

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