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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Rússia e Turquia produzirão S-500 em conjunto? Especialista revela se isso é possível

Recentemente, o presidente turco, Recep Tayyp Erdogan, propôs ao presidente russo, Vladimir Putin, a produção conjunta de mísseis S-500. Analista militar russo comenta as perspectivas dessa proposta.


Sputnik

"A Rússia nos concedeu um crédito para a compra de S-400 em condições aceitáveis. Na segunda e terceira etapas começaremos a produção conjunta. Também propus à Rússia a produção conjunta dos S-500", cita o presidente turco a agência de notícias Anadolu.

Sistema modernizado da defesa antiaérea S-400
S-400 Triumph russo © Sputnik / Dmitriy Vinogradov

Mais cedo, o líder turco declarou que Ancara está pronta para usar os sistemas antiaéreos russos S-400 caso seja necessário. "São sistemas de defesa. O que vamos fazer com eles senão usá-los?", perguntou Erdogan.

Nessa conexão, o analista miliar Viktor Baranets avaliou a proposta de Ancara em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, comentando também a possibilidade de Moscou concordar com a ideia.

"A proposta de Erdogan parece exótica e misteriosa. Principalmente porque agora nem todos os assuntos ligados à compra dos nossos complexos S-400 usando o crédito russo por parte da Turquia estão resolvidos. Além do mais, o complexo S-500 encontra-se na fase final de testes e ainda não entrou em serviço do Exército russo", afirmou.

Assim, o analista opina que tal acordo "agora é pouco provável, visto que não temos experiência de a Rússia começar a produção conjunta de novíssimo material bélico com qualquer outro país".

Nessa conexão, ele lembrou uma antiga resolução das autoridades russas segundo a qual "uma nova arma deve primeiramente entrar em serviço do exército e só depois é possível levantar a questão da sua produção conjunta ou venda a outro país".

Em dezembro de 2017, Turquia e Rússia assinaram um contrato de venda de sistemas de mísseis antiaéreos S-400. Ancara comprará duas baterias deste sistema de defesa antiaérea, que serão operadas pelo contingente turco. Os dois lados concordaram em cooperar no desenvolvimento de produção de S-400 na Turquia. Erdogan informou que o adiantamento do contrato já foi pago.

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