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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Ucrânia realiza treinamentos militares perto da Crimeia

A Marinha da Ucrânia realizou exercícios no território da região de Kherson, perto da fronteira com a península da Crimeia, segundo informou a Marinha da Ucrânia no Facebook na quarta-feira (27).


Sputnik

"O objetivo do evento visa a defesa da costa marítima e a destruição do adversário que realiza uma ofensiva a partir dos territórios ocupados", diz a mensagem.

Barco de mísseis Priluki da Marinha da Ucrânia
Lancha de mísseis Priluki da Marinha da Ucrânia © Sputnik / Vasiliy Batanov

Nota-se que os artilheiros treinaram a eliminação de alvos nas áreas de povoações "temporariamente ocupadas". Foi dedicada uma atenção especial à ação dos artilheiros em condições de baixa visibilidade e durante a noite, afirmou o comando.

Em 19 de junho, o conselheiro do ministro dos Assuntos dos Territórios Ocupados da Ucrânia, Aleksandr Levchenko, disse que, se a Rússia não permitir que a Ucrânia retome o controle das regiões de Donetsk e Lugansk, Kiev partirá para o "Plano B" e se voltará para a Crimeia.

A Crimeia foi reintegrada no território russo em março de 2014 em sequência dos resultados do referendo em que a grande maioria dos residentes votaram a favor da adesão à Rússia. Kiev e os países ocidentais se recusaram a reconhecer os resultados do plebiscito. Moscou sublinha que o procedimento de reintegração da região cumpriu as normas do direito internacional.

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