Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Americanos registram que Marinha do Brasil desistiu, pela 2ª vez, do exercício RIMPAC

O Instituto Naval dos Estados Unidos (USNI na sigla em inglês) – organização privada sem fins lucrativos sediada na cidade de Annapolis (a mesma que abriga a Academia Naval americana), estado de Maryland – distribuiu um boletim informativo chamando a atenção para o fato de que a Marinha do Brasil (MB) desistiu, pela segunda vez consecutiva, de participar do exercício naval RIMPAC (Rim of Pacific) – “Arco do Pacífico” –, que se desenrola no eixo Pearl Harbor-estado da Califórnia, a maior e mais importante manobra naval multinacional do mundo.


Por Roberto Lopes | Poder Naval

De acordo com a entidade, a ausência do Brasil foi confirmada pela III Frota dos Estados Unidos, responsável pelo evento.


O texto anota que, entre as quatro marinhas previstas para estrear na RIMPAC 2018, apenas a brasileira deixou de comparecer (o que já havia feito em 2016), devido, segundo o boletim, a “imprevistos nos seus compromissos programados” (unforeseen scheduling commitments), imprevistos estes que não foram identificados.

As demais marinhas estreantes, de Israel, do Vietnã e do Sri Lanka, participam normalmente das operações. A frota chinesa, que também havia sido convidada para o exercício, foi desconvidada pela III Frota no mês de maio.

Também chamada a tomar parte nas manobras, a Armada Argentina igualmente declinou, mas, ao contrário do caso do Brasil, os militares americanos já esperavam essa ausência.

A não-participação do Brasil se deve, como é fácil imaginar, às restrições vividas pelo setor operativo da MB – restrições que, por sinal, não se originam, somente, na falta de recursos. Também têm a ver com a obsolescência (de sensores, armamento e propulsão) dos principais escoltas brasileiros.

Chile 

O RIMPAC 2018 teve início na sexta-feira da semana passada (29.06) e irá se estender até o dia 2 de agosto.

Fragata "Almirante Lynch" FF-07 da Armada Chilena, que está participando da RIMPAC 2018
Fragata “Almirante Lynch” FF-07 da Armada Chilena, que está participando da RIMPAC 2018

A edição deste ano terá muitas marcas importantes, especialmente para as forças navais sul-americanas.

Chile, Peru e Colômbia enviaram escoltas ao Havaí, e, pela primeira vez, uma nação não-fundadora do RIMPAC – Chile – ocupará posição de liderança no componente naval do exercício.

A questão da indisponibilidade de meios não é um “privilégio” da MB.

A III Frota solicitou que os peruanos enviassem ao Havaí um navio-tanque, mas o Comando da Marinha de Guerra do Peru informou que o BAP Tacna, de 17 mil toneladas, estava indisponível.

Na essência, a RIMPAC 2018 será uma festa tipicamente americana, ou dos militares americanos.

Sua programação inclui o lançamento, por parte de uma aeronave da US Air Force, de um Míssil Anti-Navio de Longo Alcance (LRASM), o disparo, pela Força de Autodefesa do Japão, de outros mísseis anti-navio, o voo de um Naval Strike Missile (NSM), e o lançamento de diversas cargas paletizadas, evento que estará a cargo do US Army.

Pela primeira vez desde o RIMPAC 2002, o Centro de Comando da III Frota será transferido de San Diego (Califórnia) para Pearl Harbor. Ele funcionará inicialmente nas instalações de um hospital do Havaí, e depois a bordo do novíssimo navio-doca USS Portland, de 208,5 m de comprimento e 25 mil toneladas de deslocamento (carregado).

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas