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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Americanos registram que Marinha do Brasil desistiu, pela 2ª vez, do exercício RIMPAC

O Instituto Naval dos Estados Unidos (USNI na sigla em inglês) – organização privada sem fins lucrativos sediada na cidade de Annapolis (a mesma que abriga a Academia Naval americana), estado de Maryland – distribuiu um boletim informativo chamando a atenção para o fato de que a Marinha do Brasil (MB) desistiu, pela segunda vez consecutiva, de participar do exercício naval RIMPAC (Rim of Pacific) – “Arco do Pacífico” –, que se desenrola no eixo Pearl Harbor-estado da Califórnia, a maior e mais importante manobra naval multinacional do mundo.


Por Roberto Lopes | Poder Naval

De acordo com a entidade, a ausência do Brasil foi confirmada pela III Frota dos Estados Unidos, responsável pelo evento.


O texto anota que, entre as quatro marinhas previstas para estrear na RIMPAC 2018, apenas a brasileira deixou de comparecer (o que já havia feito em 2016), devido, segundo o boletim, a “imprevistos nos seus compromissos programados” (unforeseen scheduling commitments), imprevistos estes que não foram identificados.

As demais marinhas estreantes, de Israel, do Vietnã e do Sri Lanka, participam normalmente das operações. A frota chinesa, que também havia sido convidada para o exercício, foi desconvidada pela III Frota no mês de maio.

Também chamada a tomar parte nas manobras, a Armada Argentina igualmente declinou, mas, ao contrário do caso do Brasil, os militares americanos já esperavam essa ausência.

A não-participação do Brasil se deve, como é fácil imaginar, às restrições vividas pelo setor operativo da MB – restrições que, por sinal, não se originam, somente, na falta de recursos. Também têm a ver com a obsolescência (de sensores, armamento e propulsão) dos principais escoltas brasileiros.

Chile 

O RIMPAC 2018 teve início na sexta-feira da semana passada (29.06) e irá se estender até o dia 2 de agosto.

Fragata "Almirante Lynch" FF-07 da Armada Chilena, que está participando da RIMPAC 2018
Fragata “Almirante Lynch” FF-07 da Armada Chilena, que está participando da RIMPAC 2018

A edição deste ano terá muitas marcas importantes, especialmente para as forças navais sul-americanas.

Chile, Peru e Colômbia enviaram escoltas ao Havaí, e, pela primeira vez, uma nação não-fundadora do RIMPAC – Chile – ocupará posição de liderança no componente naval do exercício.

A questão da indisponibilidade de meios não é um “privilégio” da MB.

A III Frota solicitou que os peruanos enviassem ao Havaí um navio-tanque, mas o Comando da Marinha de Guerra do Peru informou que o BAP Tacna, de 17 mil toneladas, estava indisponível.

Na essência, a RIMPAC 2018 será uma festa tipicamente americana, ou dos militares americanos.

Sua programação inclui o lançamento, por parte de uma aeronave da US Air Force, de um Míssil Anti-Navio de Longo Alcance (LRASM), o disparo, pela Força de Autodefesa do Japão, de outros mísseis anti-navio, o voo de um Naval Strike Missile (NSM), e o lançamento de diversas cargas paletizadas, evento que estará a cargo do US Army.

Pela primeira vez desde o RIMPAC 2002, o Centro de Comando da III Frota será transferido de San Diego (Califórnia) para Pearl Harbor. Ele funcionará inicialmente nas instalações de um hospital do Havaí, e depois a bordo do novíssimo navio-doca USS Portland, de 208,5 m de comprimento e 25 mil toneladas de deslocamento (carregado).

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