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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

'Baluarte contra Irã': Trump planeja reanimar 'OTAN árabe' para confrontar Teerã

Washington está avançando com o estabelecimento da "OTAN árabe", a aliança para a segurança e política, cujo objetivo é combater o Irã, informou o canal iraniano Press TV.


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O Press TV informou, citando fontes bem informadas, que os EUA esperam desempenhar um papel de organizador e apoiador na Aliança Estratégica do Oriente Médio (MESA, na sigla em inglês), não sendo membro dessa organização, que vai incluir seis países do golfo Pérsico, bem como o Egito e a Jordânia. 

Presidente dos EUA Donald Trump mostra um gráfico com vendas de armas à Arábia Saudita durante o encontro com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman Mohamed, Estados Unidos, 20 de março de 2018
Príncipe saudita Mohammed bin Salman Mohammed e Donald Trump © AP Photo / Evan Vucci

A MESA foi apresentada pela primeira vez pelo presidente dos EUA Donald Trump durante sua visita à Arábia Saudita do ano passado.

As fontes acrescentaram que a administração Trump planeja discutir os detalhes do projeto durante as negociações a alto nível com os membros da MESA, previstas para os meados de outubro em Washington.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA (NSC) da Casa Branca, citado pelo Press TV, disse que "a MESA vai servir como o baluarte contra o Irã", que, por sua vez, pode ser entravado pelo conflito diplomático entre o Qatar e outros quatro países da região: Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Bahrein.

Comentando esse conflito e a pressão de Riad sobre a "mudança de regime" no Qatar, Bruce Riedel, ex-funcionário da CIA, do Pentágono e do NSC, avisa que o conceito do OTAN árabe "está caindo aos pedaços".

"Claro que os sauditas podem não ter o poder para forçar a mudança do regime, mas é isso que eles querem. Um período muito perigoso", explicou ele.

A Arábia Saudita, juntamente com os Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito, impuseram sanções diplomáticas e comerciais ao Qatar em junho de 2017 sob a acusação de que Doha apoia o Irã e os extremistas islâmicos. O Qatar nega a acusação e diz que há uma tentativa de interferir em sua política externa.

Mais tarde, os países árabes apresentaram um ultimato a Doha, exigindo o cumprimento de 13 exigências, incluindo a redução das relações diplomáticas com o Irã, o fechamento de uma base militar turca no país e o encerramento da emissora Al-Jazeera. Mais do que isso, o Qatar deve deixar de apoiar os terroristas. O Qatar negou todas as acusações dos países vizinhos e declarou que a lista de demandas é irrealista e prejudica a sua soberania.

Quanto ao Irã, as relações entre Washington e Teerã se agravaram em meados deste ano, quando os Estados Unidos saíram unilateralmente do acordo nuclear iraniano, voltando a introduzir sanções, anteriormente suspensas, contra o Irã.

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