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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

EUA nunca posicionarão defesa antimíssil na Ucrânia, opina especialista

Washington nunca vai posicionar defesa antimíssil na Ucrânia, visto que o governo norte-americano entende os riscos de confronto de grande escala contra a Rússia que poderia ser provocado por tal decisão, opina o especialista militar Igor Korotchenko.


Sputnik

Anteriormente, o chefe do Centro de Estudos do Exército, Conversão e Desarmamento ucraniano, Valentin Bardak, declarou que a Ucrânia poderá garantir a entrada na OTAN graças à instalação em seu território de uma base de defesa antimíssil norte-americana, de várias divisões de mísseis Patriot e de unidades de proteção da Aliança.

Militares norte-americanos perto do sistema de defesa antimíssil Patriot
Militares norte-americanos junto ao sistema antimísseis Patriot © AP Photo/ Mindaugas Kulbis

"Trata-se de uma declaração muito irresponsável de um especialista ucraniano. Sendo realista, acho que Trump nunca vai instalar sistema antimíssil na Ucrânia por uma série de razões. Em primeiro lugar, a Ucrânia é um país instável em estado de guerra civil. Em segundo lugar, a Rússia não permitirá que isso aconteça", explicou Korotchenko.

De acordo com o interlocutor da Sputnik, caso Washington decida instalar sistemas de defesa antimíssil na Ucrânia, Moscou entenderia a medida como ultrapassagem da "linha vermelha" e desafio direto tanto político-militar como geopolítico, acarretando, assim, em reação imediata e muito forte com todas as consequências.

"Este passo teria consequências catastróficas não só para a Ucrânia, mas também para os EUA e a sua segurança. A Rússia não vai permitir isso e fará todo o possível para que estas bases não surjam na Ucrânia. Em Washington, eles entendem isso e, acredito, não vão confrontar diretamente Moscou, que poderia acarretar em uma crise internacional de grande escala", notou.

Em dezembro de 2014, a Suprema Rada (parlamento ucraniano) introduziu mudanças em duas leis, derrubando status de país não alinhado. Em junho de 2016, foram aprovadas mais mudanças, tornando a adesão à OTAN objetivo da política externa do país. Além do mais, a Ucrânia até 2020 deve garantir uma correspondência total das suas Forças Armadas com as da OTAN. O ex-secretário geral da Aliança, Anders Fogh Rasmussen, declarou anteriormente que para entrar na organização, a Ucrânia terá que cumprir uma séria de critérios, o que levará muito tempo. Analistas opinam que Kiev não conseguirá entrar na OTAN nos próximos 20 anos.

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