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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

EUA pretendem desenvolver tecnologias do futuro para se contrapor à Rússia e China

Os Estados Unidos devem criar "máquinas revolucionárias de guerra" para manter sua liderança contra a Rússia e a China, que "rapidamente transformaram as forças de seus Exércitos do estilo soviético a um pesadelo de alta tecnologia", disse o secretário do Exército dos EUA, Mark Esper.


Sputnik

Desde 2001, o Pentágono se concentra em combater às insurgências, particularmente no Iraque e no Afeganistão.

Interceptor de mísseis lançado do cruzador USS Lake Erie da Marinha dos EUA perto do Havaí
© AFP 2018 / Marinha dos EUA

Os projetos de alta tecnologia foram suspensos devido à necessidade de financiar as campanhas militares de menor intensidade nesses países, que "se tornaram as mais longas guerras já realizadas pelos EUA", escreve Tom Roeder em seu artigo publicado no site Military.com.

Hoje, no caminho para tirar suas forças do Afeganistão e com o enfraquecimento de tais grupos terroristas como o Daesh e a Al-Qaeda (organizações terroristas proibidas em vários países, incluindo a Rússia), o Exército norte-americano se concentra na rivalidade entre as grandes potências, qualificadas como "inimigos ao estilo da Guerra Fria", pelo autor.

Para manter sua supremacia, os EUA deveriam se concentrar em substituir a maioria dos equipamentos usados até agora, como o tanque M1 Abrams, o obus Paladin e até o popular fuzil de assalto M-16, destaca Esper.

O Pentágono está preocupado pela proeza militar demonstrada pela Rússia em suas operações militares e manobras em grande escala, bem como pela crescente potência militar da China, especialmente em relação a porta-aviões e à capacidade de ameaçar os satélites.

A resposta americana seria intensificar os gastos em armas de alta tecnologia, algo que definitivamente manterá ou até mesmo aumentará o orçamento militar dos EUA, que atualmente representa 35% de todos os gastos militares no planeta.

Ademais, Esper explicou que o comando militar estadunidense planeja incorporar veículos robóticos terrestres (um setor bem desenvolvido pela Rússia), mísseis hipersônicos (que já se encontram na fase de testes na Rússia e China) e lasers antiaéreos que estão em desenvolvimento nas três potências.

Ao mesmo tempo, o artigo reconhece que, antes do apogeu das guerras contra insurgência nos EUA, o Pentágono tinha vários programas caros de armas do futuro que resultaram em nada.

O Exército admite os erros do passado e espera que essa nova onda de projetos tenha mais sucesso.

As autoridades militares dos EUA acreditam que "o futuro da guerra será decidido por engenheiros e empresários, e cada ideia de Washington tem sua contrapartida na Rússia e na China".

"Quem vencer esta corrida terá uma letalidade inigualável no campo de batalha nos próximos anos, e os EUA não podem se dar ao luxo de perdê-la", alertou Esper.

Ao ver quanto dinheiro o Pentágono necessita atualmente para combater forças irregulares e exércitos incomparavelmente inferiores, pode-se ter certeza sobre o destino do orçamento militar dos EUA.

Além disso, muitos empresários poderiam optar por investir em valores de maiores empresas militares do país.

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