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De classe média e com alto nível de educação: o perfil dos terroristas do Sri Lanka

Polícia cingalesa identifica oito dos nove terroristas suicidas que cometeram os atentados de domingo
Macarena Vidal Liy | El País
Alto nível de educação, família de classe média ou média alta, com recursos econômicos próprios. Esse é o perfil dos nove terroristas suicidas que, segundo a polícia do Sri Lanka, lançaram os atentados de domingo em três hotéis de luxo e três igrejas, deixando pelo menos 359 mortos e mais de 500 feridos.

Pouco a pouco vão sendo conhecidos mais detalhe sobre como ocorreu o ataque terrorista mais sangrento da história do Sudeste Asiático. Para a polícia, já está comprovado o envolvimento de nove terroristas suicidas, entre eles uma mulher. As autoridades divulgaram os vídeos das câmeras de circuito fechado na paróquia de São Sebastião, em Negombo, nos arredores de Colombo, nos quais se vê o homem apontado como culpado pela explosão que matou, nessa igreja, pelo menos 110 pessoas. O vídeo mostra um jovem magro, de barba, carregando uma mochila grande e aparentem…

General: últimos ataques contra Síria foram devidos ao sucesso das forças governamentais

O general de brigada aposentado sírio Ali Maqsoud disse à Sputnik Árabe que existe uma relação direta entre o ataque terrorista na cidade de Sweida de 25 de julho e o abate do avião sírio por mísseis israelenses.


Sputnik

Para Maqsoud, ambos os ataques foram causados pelos sucessos do exército sírio. Quanto ao ataque contra o avião sírio, Israel visou proteger os terroristas e reivindicar o direito aos territórios ocupados. Devido ao massivo ataque terrorista, os norte-americanos agora têm motivo para permanecer na Síria.

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Sweida, Síria © Ronen Zvulun/Reuters

"Os EUA estabeleceram uma base na região de Al-Tanf [faz fronteira com a província de Sweida] para treinamento de dezenas de milhares de terroristas. São eles que estiveram por trás do ataque do Daesh [organização terrorista proibida na Rússia] de 25 de julho. Agora os EUA têm um pretexto para permanecer na Síria. Ou seja, eles deram uma vantagem aos terroristas para poderem permanecer na Síria", declarou ele.

Quanto ao incidente com Israel, tudo começou com a evacuação dos Capacetes Brancos.

"Durante a operação de evacuação dos Capacetes Brancos da Síria, os israelenses evacuaram também os chefes do Daesh. Havia grande medo de que eles fossem capturados pelos sírios e que nas mãos dos sírios caíssem as provas de que guerra contra Assad foi apoiada não apenas por Israel, mas também pelo Reino Unido, EUA, Holanda, Dinamarca e mesmo o Japão", explicou Maqsoud.

O general aposentado sublinhou que Israel lançou a evacuação dos Capacetes Brancos a pedido desta organização e de seus patrocinadores, porque os países ocidentais receavam que os Capacetes Brancos permanecessem na Síria e desvendassem todos os segredos dos seus "espetáculos sobre ataques químicos".

Entretanto, Israel não permitiu que todos os terroristas atravessassem sua fronteira. Parte dos radicais deverá ser usada para “missões locais”, como a realização de ataques terroristas. Maqsoud está seguro que os terroristas vão fazê-lo em desespero, porque no campo de batalha eles estão destinados a perder e ninguém já pode ou os quer ajudar.

Em 25 de julho, os ataques terroristas do Daesh na província síria de Sweida tiraram a vida de mais de 210 pessoas – o número de feridos ultrapassa os 200. Um dia antes, o Exército de Israel anunciou ter abatido um avião militar Sukhoi pertencente à Força Aérea da Síria, afirmando que este entrou 2 quilômetros no espaço aéreo israelense.

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