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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Marinha Chinesa planeja instalar ‘railgun’ eletromagnético em destróier

A Marinha Chinesa planeja equipar com um canhão eletromagnético um segundo tipo de navio de guerra de superfície, antes que a Marinha dos Estados Unidos coloque uma arma desse tipo em um navio, segundo um relatório de inteligência dos EUA citado pela CNBC na semana passada.


Poder Naval

Em fevereiro, a Marinha do Exército de Libertação Popular (PLA Navy) tornou-se a primeira marinha do mundo a instalar um canhão eletromagnético (“Railgun”) em um navio de desembarque anfíbio.

Railgun chinês
Railgun chinês instalado em um navio de desembarque anfíbio

De acordo com um relatório de inteligência dos EUA, cujas seções vazaram para a CNBC na semana passada, a China deve instalar a arma em um destróier até 2025. Isso, de acordo com site Task and Purpose, seria “um grande golpe estratégico” para Pequim.

Por quase uma década, o Office of Naval Research (ONR) da Marinha dos EUA e várias empresas trabalharam para desenvolver um sistema railgun para navios dos EUA. Uma arma protótipo foi fabricada pela BAE Systems. Testes no Centro Naval de Guerra da Superfície da Marinha dos EUA em Dahlgren, Virgínia, foram considerados tão bem sucedidos que a Marinha estava planejando realizar mais testes da arma no mar a bordo de um navio Joint High Speed Vessel (JHSV).

O programa prometia entregar uma arma que poderia disparar projéteis em velocidades superiores a Mach 7, com um alcance que ultrapassava 100 milhas. O projétil de hipervelocidade de 23 libras (10,4 kg) projetado pelo railgun à Mach 7 tem 32 megajoules de energia – aproximadamente equivalente à energia necessária para acelerar um objeto pesando 1.000 quilos (1,1 toneladas americanas) a 252 metros por segundo (566 milhas por hora).

Mas o programa foi engavetado devido aos problemas orçamentários em curso do Departamento de Defesa e à perda de interesse no Escritório de Capacidades Estratégicas do DOD no financiamento de um maior desenvolvimento.

A China claramente observou o programa dos EUA com interesse, e a PLA Navy começou a trabalhar em seu próprio sistema de armas eletromagnéticas há cerca de cinco anos, de acordo com a fonte Dafeng Cao.

O navio de desembarque anfíbio (LST) Haiyang Shan foi equipado com contêineres dotados do hardware necessário para gerar as altas tensões exigidas por um railgun.

Esse sistema de energia dedicado é essencial, porque mesmo os navios de guerra chineses modernos não têm capacidade de geração elétrica para alimentar um railgun. Na verdade, apenas os destróieres de classe Zumwalt da Marinha dos EUA têm capacidade de geração suficiente de energia, uma vez que foram projetados pensando em empregar armas de alta energia no futuro.

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