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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Marinha de Israel intercepta navio que tentava romper bloqueio da Faixa de Gaza

A Marinha de guerra israelense interceptou, no mar Mediterrâneo, um navio com ativistas palestinos que tentavam romper o bloqueio da Faixa de Gaza.


Sputnik

Segundo informam os organizadores da ação, a antiga escuna de pesca Al-Awda (Regresso em português) navega sob bandeira da Noruega e tem a bordo 22 marinheiros, jornalistas e ativistas dos direitos humanos de 16 países e uma carga de remédios no valor de 13 mil euros (R$ 56,2 mil).

Reprodução Twitter

"O navio da Flotilha da Liberdade que transporta remédios para Gaza foi capturado pelas forças israelenses", escreveram os organizadores no Twitter.

De acordo com eles, quando o navio se encontrava à distancia de 50 milhas marítimas (92,6 quilômetros) da costa de Gaza, os militares da Marinha de Israel entraram em contato com eles via rádio e exigiram que mudassem de rumo. Caso contrário, eles avisaram que tomariam "todas as medidas necessárias" para parar a embarcação.

Até o momento, o serviço de imprensa do Exército israelense não comentou as mensagens dos ativistas.

A seguir ao Al-Awda, outro navio — o iate Freedom (Liberdade em português) sob bandeira da Suécia e com uma tripulação internacional a bordo — tentará romper o bloqueio.

"Esperamos que em dois dias ele atinja a área em que as forças de ocupação israelenses atacaram o Al-Awda", diz o comunicado dos ativistas.

Em 2016 já tinha havido uma tentativa de furar o bloqueio israelense, quando a uma embarcação com 13 mulheres, inclusive a vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Mairead Maguire, foi barrada a passagem. O barco delas foi levado para o porto israelense de Ashdod, a cerca de 30 quilômetros ao norte de Gaza, e elas foram detidas antes de serem deportadas.

Israel diz que o bloqueio é importante para impedir que o grupo Hamas consiga armamentos.

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