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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Ministério da Defesa teme interrupção de projetos prioritários por falta de recursos

O ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, admitiu, hoje (4), a possibilidade de as Forças Armadas terem que interromper projetos prioritários devido à falta de recursos para a Aeronáutica, o Exército e a Marinha.


Forças Terrestres

“Mantida a perspectiva de redução da ordem de 23% do nosso orçamento, os projetos estratégicos correm, sim, o risco de ser descontinuados”, disse o ministro, ao participar de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, em Brasília.


Entre os projetos em desenvolvimento considerados prioritários, estão a construção de quatro submarinos convencionais e de um com propulsão nuclear pela Marinha, a aquisição, pelo Exército, de viaturas blindadas e dotadas de sistemas de armas e proteção; e a compra de 36 aviões de combate da fabricante suíça Gripen pela Aeronáutica.

De acordo com Luna, as Forças Armadas precisam de, no mínimo, R$ 18,3 bilhões para custear despesas discricionárias, ou seja, aquelas que não são obrigatórias e só são empenhadas quando o Tesouro tem dinheiro em caixa para a despesa específica. Em 2018, a margem de discricionariedade do orçamento da Defesa é de R$ 13,3 bilhões. “É insuficiente para o cumprimento de nossas missões, tanto para o adestramento das Forças, como para manutenção dos projetos”.

Preocupado com os limites impostos pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, a chamada PEC do Teto de Gastos, aprovada em dezembro de 2016, que congela por até 20 anos o aumento das despesas dos três Poderes, o ministro revelou ter enviado ao Palácio do Planalto um memorando detalhando as reais necessidades de recursos para que as três Forças possam cumprir sua missão constitucional e dar continuidade aos projetos estratégicos em desenvolvimento.

“Considerando a conjuntura, o teto de gastos, o espaço de menos de 10% que temos para crescimento das despesas discricionárias, nos quais os projetos estão incluídos, há, sim ,o risco de descontinuidade”, atirmou o ministro. “É preciso consolidar uma melhor proposta orçamentária. Nada se faz sem isso”, enfatizou.

No mês passado, o Ministério da Defesa já tinha alertado que a interrupção de projetos em função da falta de recursos poderia ocasionar, além de atrasos na conclusão dos produtos, o aumento dos custos inicialmente orçados; a incidência de multas e a eventual perda de oportunidade de negócio e de divisas.

Durante a audiência na Câmara, o ministro da Defesa detalhou que, somadas, as três Forças reúnem um efetivo de 347 mil homens e mulheres para proteger cerca de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, 17 mil quilômetros de fronteiras e um litoral com quase 8 mil quilômetros. De acordo com o general, a dimensão continental do território brasileiro é um dos grandes desafios para a defesa nacional, inclusive no âmbito da segurança pública.

Luna destacou também que mais da metade do atual efetivo militar é formada por pessoal temporário. “[É um] dado que interessa quando estamos tratando de orçamento, já que isso já faz parte da reestruturação que as Forças estão fazendo de modo a diminuir a chamada `cauda logística´. É gente que passa no máximo oito anos em uma das Forças, principalmente em áreas técnicas, como a saúde, e então deixa a vida militar”.

Pelos números apresentados, há, hoje, 193 mil temporários e 154 mil militares de carreira. Contudo, os inativos, pensionistas e anistiados já somam 386.985 pessoas.

FONTE: Agência Brasil

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