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Gorbachov chama EUA para retomar diálogo com a Rússia sobre armas nucleares

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, pediu que os Estados Unidos retomem um "diálogo sério" com a Rússia sobre o problema das armas nucleares e alertou contra as "perigosas tendências destrutivas" na política mundial, em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal "Vedomosti".
EFE

Moscou - Após constatar uma ruptura da comunicação entre Moscou e Washington, o ex-líder soviético se dirigiu em particular aos congressistas americanos para pedir que deixem de lado suas diferenças partidárias para facilitar um "diálogo sério" entre ambos os países.


"Estou convencido de que a Rússia está preparada (para o diálogo)", ressaltou Gorbachov, que manifestou preocupação com a suspensão, primeiro pelos EUA e depois pela Rússia, do Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF), que ele assinou em 1987 com o então presidente americano, Ronald Reagan.

Gorbachov apontou que por trás da decisão de Washington de deix…

'Não podia ser outra coisa': San Juan teria tentado comunicar no dia em que desapareceu

O submarino argentino ARA San Juan tentou entrar em contato com a base naval de Mar del Plata ao menos três vezes no dia do seu desaparecimento, ocorrido em 15 de novembro de 2017, informa a imprensa local.


Sputnik

"Ouvi alguém tentar transmitir uma mensagem nas frequências do submarino", disse o suboficial Rubén Darío Espinola aos membros da comissão do Congresso que investiga o desaparecimento do submarino, conforme o diário La Nación.

Submarino argentino ARA San Juan
Submarino argentino ARA San Juan © AP Photo / Marinha da Argentina

Espínola, que falou perante a comissão em 12 de julho, adicionou que tinha informado verbalmente os seus chefes e que, três dias depois, quando se juntou ao serviço, registrou as tentativas fracassadas de comunicação do submarino.

"Disse ao cabo que estava comigo: chame a estação portuária para ficar atenta, que o submarino está emitindo. Para mim era o submarino porque era a frequência do submarino. Não podia ser outra coisa", afirmou o marinheiro.

Espínola disse que as tentativas de comunicação do submarino ocorreram três horas depois da anomalia hidroacústica registrada na embarcação, com uma diferença de cinco minutos entre cada uma.

"Eu sabia que o submarino tinha recebido essa mensagem secreta que dizia que o submarino tinha perturbações", declarou.

Também explicou que não foram chamadas telefônicas, mas tentativas de transmitir dados.

"Como estação auxiliar, recebemos transmissões cifradas", disse aos legisladores.

A senadora Magdalena Odarda destacou que a informação de Espínola é "de importância vital", porque se tivessem sido tentativas de comunicação por parte do ARA San Juan que foram omitidas pelos chefes do suboficial "teriam que investigar se houve negligência nas horas-chave para o resgate".

Por outro lado, o diretor-geral da Inteligência Naval, Pedro Eugenio Galardi, destacou que havia um agente de inteligência a bordo da nave, informou o diário Clarín.

"Durante todo o ano de 2017 era habitual a presença de pessoal de inteligência nos navios", disse o marinheiro.

Consultado pelos legisladores sobre as tarefas da inteligência, Galardi afirmou que não houve ordens da Direção Nacional de Inteligência Militar para realizar missões de inteligência.

Em 15 de julho, passados oito meses após o desaparecimento do navio, os familiares dos 44 tripulantes da nave realizaram uma marcha para exigir que as buscas do submarino sejam retomadas.

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