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Marinha do Brasil prevê inaugurar estação na Antártica em 2020, oito anos após incêndio

Obra é executada por uma empresa chinesa e, segundo a Marinha, se aproxima do final. Incêndio em 2012 destruiu estação, e dois militares morreram.
Por Guilherme Mazui | G1 — Brasília

Passados sete anos desde o incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, a Marinha prevê inaugurar a nova estação em março de 2020.

Executada pela empresa chinesa Ceiec, a obra se aproxima do final, segundo a Marinha, que prevê concluir as obras civis e a instalação de máquinas e mobiliário até 31 de março, iniciando um período de testes do complexo científico até março de 2020. Após os testes, a estação poderá receber militares e pesquisadores.

"A previsão de inauguração é março de 2020, quando os pesquisadores e o Grupo-Base [de militares] deverão ocupar em definitivo as instalações da nova Estação Antártica Comandante Ferraz", informou a Marinha ao G1.

Com investimento de US$ 99,6 milhões, o complexo receberá profissionais que atuam no Programa Antártico Brasileiro (Proantar), criad…

Trump acusa Alemanha de ser “refém” da Rússia

No início da cúpula da OTAN, presidente critica Berlim por pagar milhões de dólares por gás de Moscou


Miguel González e Lucía Abellán | El País

Fiel ao seu estilo bronco e populista, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agitou o início da cúpula que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) realiza nesta quarta-feira, 11, com um virulento ataque à Alemanha, a maior economia da União Europeia (UE). Em encontro com o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, Trump acusou a Alemanha de ser “refém” de Moscou por causa de sua dependência do gás russo.

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Trump em reunião com o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, nesta quarta-feira em BruxelasSTEPHANIE LECOCQ EFE

“A Alemanha é totalmente controlada pela Rússia porque receberá entre 60% e 70% da energia [de que precisa] através do novo gasoduto” Nord Stream II, que vem da Rússia, disse Trump. “Estamos protegendo a Alemanha” e outros países europeus contra a Rússia, acrescentou, enquanto eles se comprometem a pagar “milhões e milhões de dólares por ano” à Rússia em troca do fornecimento de gás, o que é “algo muito inapropriado e negativo para a OTAN, que não deveria acontecer”, acrescentou.

Caso reste alguma dúvida sobre suas intenções, Trump concluiu ressaltando que a Alemanha destina apenas 1% do seu PIB a gastos militares, enquanto os EUA gastam mais de 4%. A ministra da Defesa alemã, Ursula von der Leyen, respondeu a Trump que seu país tem negócios com a Rússia, “sem dúvida”, mas que é sua obrigação manter abertas as linhas de comunicação com aliados e adversários.

Nos últimos meses, fontes do Governo Trump ameaçaram reduzir as tropas norte-americanas posicionadas na Alemanha se a chanceler, Angela Merkel, não aumentar seus gastos com defesa. Essas contas estão crescendo, mas não no ritmo que exige Washington.

Trump decidiu passar essa mensagem no início de um café da manhã com Stoltenberg e consciente de que a primeira parte de seu discurso estava sendo gravada. Suas palavras deixam claro que o magnata norte-americano não veio a Bruxelas para um debate construtivo, mas para atacar os aliados europeus por questões que são, em muitos casos, completamente alheias à OTAN.

A chanceler Angela Merkel respondeu a Trump lembrando que ela vivia em uma parte da Alemanha controlada pela União Soviética, a República Democrática Alemã (RDA), e que agora os alemães são independentes para ter sua própria política e tomar suas decisões em liberdade. Sem mencionar o presidente dos EUA, ela lembrou que a Alemanha é o segundo país da OTAN com mais tropas em missões da OTAN, com uma presença "muito forte" no Afeganistão, onde os Aliados intervieram após o ataque de 11 de setembro. "Também defendemos os interesses dos Estados Unidos", acrescentou ela, que também ressaltou que a Alemanha está aumentando seus gastos militares e que, em 2025, será 40% maior que em 2014, quando a meta de 2% do PIB foi fixada.

Ciente dessas dificuldades, o secretário-geral da Aliança admitiu que existem “desacordos de diferentes tipos entre os aliados”, uma mensagem pouco comum na retórica altamente ortodoxa de Stoltenberg. “É importante que esta cúpula demonstre que, apesar de todas essas discussões francas, seremos capazes de cumprir e tomar decisões”, declarou em pronunciamento público antes das reuniões entre os 29 aliados.

O secretário-geral da OTAN também reconheceu em parte o anúncio feito a Trump na terça-feira pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, sobre o compromisso da União Europeia com Washington e sua contribuição essencial para a missão aliada no Afeganistão, o maior operação militar já empreendida pela OTAN. “Nenhuma outra grande potência tem tantos amigos quanto os EUA. Europeus e canadenses deram suas vidas no Afeganistão, a OTAN é boa tanto para os Estados Unidos quanto para a Europa”, concluiu Stoltenberg.

Questionado diretamente sobre o café da manhã com Trump, durante o qual se podia ver a expressão séria de Stoltenberg enquanto o líder norte-americano lançava críticas à Alemanha, o líder da Aliança preferiu recorrer à ironia. “O suco de laranja e as torradas estavam excelentes”, respondeu aos risos.

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