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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

China: 'Relatório do Pentágono distorce nossas intenções estratégicas'

A China rejeita firmemente as conclusões do relatório do Departamento de Defesa dos EUA sobre a situação militar e de segurança no país asiático, disse em comunicado o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Lu Kang.


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"Em 17 de agosto, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou o relatório sobre a situação militar e de segurança na China, interpretando mal as intenções estratégicas da China e apresentando a chamada ‘ameaça militar chinesa' […] Os militares chineses expressam sua firme oposição a esse respeito", diz a declaração.

Navios da Marinha chinesa participam de manobras no mar Amarelo
Navios da Marinha chinesa © East News / Liu Zheng/Color China Photo/AP Images

"As alegações do relatório dos EUA são pura especulação", disse Kang, explicando que o programa de modernização do Exército chinês se destina a defender "os interesses da soberania, segurança e desenvolvimento do país" e para "providenciar a paz, estabilidade e prosperidade globais".

O porta-voz do ministério chinês também reiterou a posição firme de seu país em relação a Taiwan, que ele definiu como uma parte integrante da China, e pediu aos EUA para respeitarem o princípio de uma só China.

Quanto às disputas marítimas, Pequim está disposta a "resolvê-las pacificamente por meio de acordos diretos e negociações com os países relevantes". Kang também acusou Washington de enviar frequentemente aviões de guerra à área do mar do Sul da China "para provocar tensões, o que representa uma ameaça real para a paz e a estabilidade regionais".

O documento de 145 páginas, publicado pelo Pentágono na quinta-feira, sugere que nos últimos anos o Exército de Libertação Popular da China "tem expandido rapidamente as áreas operacionais de bombardeiros sobre a água, ganhando experiência em regiões marítimas críticas e provavelmente treinando para ataques contra alvos norte-americanos e aliados".

Pequim destaca que a publicação de documentos deste tipo "está prejudicando a confiança mútua entre os países e é incompatível com os interesses comuns de ambas as partes".

"Exigimos que os Estados Unidos abandonem a mentalidade da Guerra Fria, observem objetivamente e racionalmente o desenvolvimento da defesa nacional e do Exército da China, deixando de publicar tais relatórios, e que tomem ações práticas para manter o desenvolvimento estável das relações entre os dois Exércitos", concluiu Lu Kang.

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