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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

China usa com sucesso tecnologias hipersônicas na esfera de defesa

A China alcançou grande êxito na criação da sua própria arma hipersônica, efetuando recentemente testes bem-sucedidos do aparelho voador Xingkong-2 (Céu Estrelado). A pedido da Sputnik, o especialista militar russo Vasily Kashin avalia as tecnologias chinesas nesta esfera.


Sputnik

Segundo a mídia chinesa, o voo durou 10 minutos. O aparelho voador hipersônico se separou do foguete-portador e realizou várias manobras. Os especialistas há muito tempo que observam com atenção a corrida na esfera das armas hipersônicas. 


Veículo militar levando o míssil chinês DF-21D
Míssil chinês DF-21D © AFP 2018 / Greg Baker

Voo de Xingkong-2 não é o primeiro teste de aparelhos voadores hipersônicos. É verdade que os aparelhos voadores hipersônicos que a China tem testado nos últimos anos pertenciam a outro tipo. Eram glideres hipersônicos, destinados para serem usados como ogivas de mísseis balísticos, comentou à Sputnik China o especialista militar russo Vasily Kashin.

Glideres hipersônicos, cujos portadores são mísseis balísticos, realizam um voo guiado a velocidade hipersônica no trecho final da trajetória. Eles podem não ter unidade propulsora própria, porque a aceleração é garantida pelo míssil balístico.

Provavelmente, o primeiro glider hipersônico semelhante produzido em série é o sistema russo Avangard, que hoje em dia usa mísseis balísticos intercontinentais a propulsão líquida UR-100UTTKh, mas em perspectiva usará os novos mísseis Sarmat.

A China, seguindo o exemplo da Rússia, pelo visto tenciona equipar seus mísseis balísticos com ogivas hipersônicas planadoras semelhantes para aumentar a sua capacidade de atravessar a defesa antimísseis do inimigo. Sabe-se que especificamente para isso está sendo desenvolvido o míssil balístico de médio alcance DF-17, mas talvez equipamento desse tipo esteja também sendo criado para os mísseis balísticos intercontinentais.

Em comparação com os outros aparelhos voadores hipersônicos chineses, conhecidos como DF-ZF e testados pelo menos durante últimos cinco anos, Xingkong usa outros princípios aerodinâmicos. Xingkong pode ser chamado de míssil de cruzeiro hipersônico, ou seja, uma célula projetada propositadamente, que permite usar a sustentação das ondas de choque provocadas por seu próprio voo em velocidade hipersônica. Em comparação com os glideres, tais aparelhos se movem a uma velocidade menor (no caso do Xingkong — até Mach 6), a uma altitude menor, mas com uma trajetória mais imprevisível.

No que é possível entender, o Xingkong está equipado com um motor scramjet. Esses motores têm sido elaborados na China nos últimos tempos.

Não vale menosprezar as dificuldades ligadas aos testes e elaboração de aparelhos voadores hipersônicos com scramjet. Os testes bem-sucedidos não são garantia de aplicação de tais tecnologias no armamento em um futuro próximo. Os EUA e a Rússia gastaram décadas de trabalho com aparelhos hipersônicos com tais motores, mas as frequentes falhas, avarias e problemas de segurança ainda não permitiram atingir resultados.

Míssil hipersônico russo Kinzhal, que foi o primeiro no mundo a ser adotado, usa um motor de foguete a combustível sólido e é, de fato, um míssil balístico Iskander especialmente modificado. Parece que os chineses têm um projeto parecido, com instalação de uma modificação especial do míssil balístico DF-21 no bombardeiro H-6K.

Em comparação com tais sistemas pesados baseados em mísseis balísticos, o Xingkong-2 pode ser muito mais flexível no uso e ser instalado em um número maior de plataformas. No decorrer dos testes, para sua aceleração também foi usado um míssil a combustível sólido, mas no futuro podem ser elaborados esquemas diferentes. A China mais uma vez confirmou o seu lugar entre os líderes na corrida de mísseis, mas ainda tem um caminho longo pela frente antes de tais aparelhos serem adotados em serviço.

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