Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Confira a arma secreta da China em uma eventual guerra contra os EUA

A evidência do emprego de minas marítimas na doutrina da guerra naval chinesa segue crescendo.


Sputnik

Nas fases finais da Guerra do Pacífico, os estrategistas americanos combinaram genialmente dois sistemas de armas, o revolucionário bombardeiro de longo alcance B-29 e as relativamente simples minas marítimas com explosivos magnéticos ou acústicos, causando um caos na economia e moral japoneses. O esforço para semear profusamente as águas japonesas com milhares de minas foi denominado de "Operação Fome" e esse esforço provou sua alta eficiência para pôr o Japão de joelhos. Contudo, a Marinha americana também foi vítima do emprego hábil da guerra de minas e esses casos são mais recentes.

Navios chineses Qiandaohu e Yiyang entram no porto de Gdynia, Polônia, outubro de 2015
Navios chineses Qiandaohu e Yiyang © AFP 2018 / ADAM WARZAWA / PAP

O caso clássico provém da Guerra da Coreia, quando minas foram colocadas ao largo da Coreia do Norte, evitando que os estadunidenses realizassem uma invasão eficiente em Wonsan. Durante a Guerra do Golfo Pérsico, dois navios norte-americanos, o "Tripoli" e o "Princeton", foram seriamente danificados por minas iraquianas, de acordo com o artigo publicado por Lyle J. Goldstein na revista The National Interest.

As minas marítimas, que são utilizadas desde os tempos antigos, certamente não são tão fascinantes como os mísseis balísticos antinavio, mísseis de cruzeiro supersônicos antinavio ou as armas hipersônicas que Pequim também está desenvolvendo. Tampouco elas ameaçam os porta-aviões americanos. No entanto, minas instaladas habilmente e em grande número podem fazer uma grande diferença nas fases iniciais de um combate naval no Pacífico Ocidental.

Uma mina de ataque marítima, detectando o alvo, não explode como as minas comuns, mas emerge e lança um míssil a curta distância. Essa mina reduziria radicalmente o tempo disponível para reação das tripulações dos navios de superfície, que tentariam empregar contramedidas para defender seu navio. Além disso, Pequim está avançando no desenvolvimento de tecnologias militares avançadas em diversas áreas, incluindo na guerra de minas.

Uma possível maneira dos EUA responderem à ameaça do poder das minas navais chinesas, seria o aumento das capacidades norte-americanas em guerra de minas ofensiva. Isso tem sido feito até um certo ponto, como é o caso da demonstração das capacidades dos bombardeiros da Força Aérea americana para colocar minas navais na região da Ásia-Pacífico.

Em geral, diz a matéria, seria preciso ter um "porrete grande" para manter a paz na instável região da Ásia-Pacífico, mas seria ainda mais importante "falar suave" — uma aproximação que até o momento não tem sido adequadamente empreendida pela atual administração dos EUA e suas antecessoras.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas