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Gorbachov chama EUA para retomar diálogo com a Rússia sobre armas nucleares

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, pediu que os Estados Unidos retomem um "diálogo sério" com a Rússia sobre o problema das armas nucleares e alertou contra as "perigosas tendências destrutivas" na política mundial, em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal "Vedomosti".
EFE

Moscou - Após constatar uma ruptura da comunicação entre Moscou e Washington, o ex-líder soviético se dirigiu em particular aos congressistas americanos para pedir que deixem de lado suas diferenças partidárias para facilitar um "diálogo sério" entre ambos os países.


"Estou convencido de que a Rússia está preparada (para o diálogo)", ressaltou Gorbachov, que manifestou preocupação com a suspensão, primeiro pelos EUA e depois pela Rússia, do Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF), que ele assinou em 1987 com o então presidente americano, Ronald Reagan.

Gorbachov apontou que por trás da decisão de Washington de deix…

Congresso dos EUA prepara sanções 'demolidoras' contra Rússia

As medidas antirrussas, propostas pelos senadores dos EUA, serão as mais duras nunca antes introduzidas, de acordo com um dos autores do projeto da lei.


Sputnik

O projeto introduzido por um grupo de senadores prevê adotar sanções contra a dívida pública da Rússia e impedir investimentos norte-americanos para projetos energéticos, apoiados pelas empresas governamentais russas.

Prédio do Congresso dos EUA, Washington
Congresso dos EUA | CC BY 2.0 / Stephen Melkisethian

As sanções também serão impostas contra os políticos e empresários. Em particular, planeja-se descobrir quais ativos possui o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Ademais, os autores da iniciativa propõem criar o centro nacional responsável pela luta contra "desinformação russa".

Medidas mais duras

As medidas antirrussas, propostas pelos senadores dos EUA, serão as mais duras nunca antes introduzidas, opina um dos autores do projeto da lei, senador Lindsey Graham.

"O regime atual de sanções não conseguiu impedir a Rússia de interferir nas eleições intercalares (de meio de mandato) de 2018. Nosso objetivo é alterar o status quo e introduzir sanções demolidoras e outras medidas contra a Rússia de Putin", diz o comunicado de Graham.

Entretanto, até hoje os EUA não forneceram nenhuma prova de interferência russa nas eleições norte-americanas.

Segundo declarou o senador, se a Rússia quiser se livrar de sanções, terá que suspender os ataques cibernéticos contra os EUA e mudar sua política na Síria e Ucrânia.

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