Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Especialista sobre 'nova' arma ucraniana: 'Simplesmente não existe'

Um funcionário da empresa ucraniana Yuzhmash refutou as informações de que o país teria um novo sistema de mísseis Sapsan. Já o especialista militar Aleksei Podberezkin disse à Sputnik que por enquanto os construtores ucranianos seriam capazes de apenas "montar uma maqueta em um pátio".


Sputnik

Na sua página do Facebook, Aleksei Vasilenko, funcionário da empresa ucraniana, chamou de "falsos" os planos de mostrar o novo sistema de mísseis na parada militar dedicada ao Dia da Independência da Ucrânia, em 24 de agosto.

A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre
Ilustração | Reprodução Facebook

Mais cedo, o diretor da empresa de consultoria Defense Express, Sergei Zgurets, informou que o evento envolveria a participação de novos armamentos de produção ucraniana, inclusive o sistema tático de mísseis Sapsan.

"Sistema tático de mísseis Sapsan? Não há tal sistema. Simplesmente não existe. Nem fisicamente, nem em documentação. Nem sequer está preparado um ciclo produtivo para ele", escreveu Vasilenko, assinalando que outro sistema de mísseis, alegadamente produzido pela Ucrânia, também não existe na realidade, nem como protótipo de teste.

"O problema consiste em que as informações falsas têm uma caraterística muito triste — elas se espalham e passam a dominar o público", resumiu o autor da publicação, acrescentando que tudo o que poderá ser mostrado na parada em Kiev é apenas "um chassi com uma réplica de madeira compensada em cima."

O ministro da Defesa da Ucrânia, Stepan Poltorak, disse mais cedo que na parada seriam mostrados novos tipos de armamentos ucranianos, recentemente recebidos pelo exército do país, bem como equipamentos que ainda estão em fase de testes.

Doutor em História e diretor do Centro de Pesquisa Militar e Política do Instituto de Relações Internacionais de Moscou (MGIMO), Aleksei Podberezkin, falou com o serviço russo da Rádio Sputnik e avaliou as promessas do comando ucraniano.

"Fico extremamente surpreendido com tais declarações. Parece ser mais uma das notícias falsas a que as autoridades ucranianas recorrem diariamente para atrair atenção. É extremamente difícil comentar tais notícias falsas porque elas não se baseiam em nada. Só posso lhe dizer que, claro, a equipe da Yuzhmash e seu potencial são enormes, mas tudo isso já é coisa do passado. Nos últimos anos ela, de fato, esteve parada e foi praticamente liquidada. Montar algo em um pátio, e até mostrar isso em alguma parada ou exposição, talvez seja possível. Mas claro que será uma maquete e não um sistema de armas que possa ser testado e produzido em alguma quantidade", afirmou o entrevistado.

Pela primeira vez, o acordo sobre a produção do sistema Sapsan foi firmado em 2006. Planejava-se que o sistema seria posto em serviço entre 2011 e 2012, mas isso foi impossível devido ao financiamento insuficiente. Em consequência, o projeto foi descartado pelo Ministério da Defesa do país. Entretanto, em 2016 o presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, informou que o governo alocaria verbas para continuar com a iniciativa.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas