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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Especialista sobre 'nova' arma ucraniana: 'Simplesmente não existe'

Um funcionário da empresa ucraniana Yuzhmash refutou as informações de que o país teria um novo sistema de mísseis Sapsan. Já o especialista militar Aleksei Podberezkin disse à Sputnik que por enquanto os construtores ucranianos seriam capazes de apenas "montar uma maqueta em um pátio".


Sputnik

Na sua página do Facebook, Aleksei Vasilenko, funcionário da empresa ucraniana, chamou de "falsos" os planos de mostrar o novo sistema de mísseis na parada militar dedicada ao Dia da Independência da Ucrânia, em 24 de agosto.

A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre
Ilustração | Reprodução Facebook

Mais cedo, o diretor da empresa de consultoria Defense Express, Sergei Zgurets, informou que o evento envolveria a participação de novos armamentos de produção ucraniana, inclusive o sistema tático de mísseis Sapsan.

"Sistema tático de mísseis Sapsan? Não há tal sistema. Simplesmente não existe. Nem fisicamente, nem em documentação. Nem sequer está preparado um ciclo produtivo para ele", escreveu Vasilenko, assinalando que outro sistema de mísseis, alegadamente produzido pela Ucrânia, também não existe na realidade, nem como protótipo de teste.

"O problema consiste em que as informações falsas têm uma caraterística muito triste — elas se espalham e passam a dominar o público", resumiu o autor da publicação, acrescentando que tudo o que poderá ser mostrado na parada em Kiev é apenas "um chassi com uma réplica de madeira compensada em cima."

O ministro da Defesa da Ucrânia, Stepan Poltorak, disse mais cedo que na parada seriam mostrados novos tipos de armamentos ucranianos, recentemente recebidos pelo exército do país, bem como equipamentos que ainda estão em fase de testes.

Doutor em História e diretor do Centro de Pesquisa Militar e Política do Instituto de Relações Internacionais de Moscou (MGIMO), Aleksei Podberezkin, falou com o serviço russo da Rádio Sputnik e avaliou as promessas do comando ucraniano.

"Fico extremamente surpreendido com tais declarações. Parece ser mais uma das notícias falsas a que as autoridades ucranianas recorrem diariamente para atrair atenção. É extremamente difícil comentar tais notícias falsas porque elas não se baseiam em nada. Só posso lhe dizer que, claro, a equipe da Yuzhmash e seu potencial são enormes, mas tudo isso já é coisa do passado. Nos últimos anos ela, de fato, esteve parada e foi praticamente liquidada. Montar algo em um pátio, e até mostrar isso em alguma parada ou exposição, talvez seja possível. Mas claro que será uma maquete e não um sistema de armas que possa ser testado e produzido em alguma quantidade", afirmou o entrevistado.

Pela primeira vez, o acordo sobre a produção do sistema Sapsan foi firmado em 2006. Planejava-se que o sistema seria posto em serviço entre 2011 e 2012, mas isso foi impossível devido ao financiamento insuficiente. Em consequência, o projeto foi descartado pelo Ministério da Defesa do país. Entretanto, em 2016 o presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, informou que o governo alocaria verbas para continuar com a iniciativa.

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