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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Jornal alemão iguala Bundeswehr à 'armazém de peças de reposição'

Bundeswehr (Forças Armadas da Alemanha) está em profunda crise, enfrentando uma grave falta de investimento, noticia o Suddeutsche Zeitung.


Sputnik

Segundo o jornal, 20% dos candidatos a cargos oficiais abandonam o serviço nos primeiros seis meses e a seleção de 8.500 voluntários previstos no plano para o serviço militar vem enfrentando mais e mais dificuldades com o passar dos anos.

Feierliches Gelöbnis der Bundeswehr
Foto: Britta Pedersen/dpa

Na lista dos problemas, a maior preocupação corresponde ao financiamento do exército alemão. Segundo a publicação, o orçamento da defesa para 2018, no valor de 38,5 bilhões de euros (R$ 170,9 bilhões) parece suficiente apenas à primeira vista — o exército não tem dinheiro suficiente. Metade do orçamento é usada para suprir as necessidades dos oficiais, uns 18% são destinados aos custos operacionais e apenas 13% do orçamento é investido nas compras de defesa.

Em particular, a publicação observa uma redução acentuada no número de tanques de 4.500 no final da Guerra Fria para 225 unidades. O dinheiro investido é absolutamente insuficiente para atender as demandas do exército no momento atual. Nesse sentido, para participar de missões da ONU no Afeganistão e no Mali, muitas vezes é necessário que as armas usadas na Europa sejam especialmente preparadas para condições meteorológicas complexas.

Exemplificando, o jornal cita a participação da Bundeswehr na operação afegã de 2001 a 2014. Para fornecer ao contingente alemão todo o necessário, o exército foi transformado em um "armazém de peças de reposição", perdendo a capacidade de defender a própria Alemanha e realizar tarefas dentro do bloco da OTAN, reporta a publicação.

A situação surgiu durante as ações do exército na Força-Tarefa Conjunta de Alta Preparação da OTAN, para o qual os militares alemães tiveram que coletar o transporte literalmente pelo país, escreve o jornal.

A publicação recorda que no governo alemão, que está em estado de crise política, há controvérsias sobre o aumento do orçamento de defesa de 1,3% para 1,5% do PIB. Mas especialistas acreditam que um aumento no orçamento de defesa não ajudará o exército a suprir suas necessidades. O ex-presidente do Comitê Militar da OTAN, Klaus Naumann, acredita que esses recursos vão, na melhor das hipóteses, reduzir o déficit que, devido à falta de recursos, vem crescendo desde o início dos anos 2000.

Anteriormente, o tabloide Bild, referindo-se ao relatório do Tribunal de Contas alemão, noticiou que a ministra da Defesa, Ursula von der Leyen, foi acusada de ter escondido os defeitos do equipamento militar e "embelezar as estatísticas". Segundo a publicação, no ano passado, nenhum submarino alemão estava em condição adequada para operação, era possível usar menos da metade das fragatas e tanques e apenas um em cada três helicópteros de combate.

Além disso, as corvetas, que a ministra afirmava ter "prontidão de combate", não dispunham de armas, os navios não possuíam mísseis guiados e havia escassez da tripulação nos submarinos.

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