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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Resposta ao míssil balístico de Putin? EUA criam seu próprio 'Sarmat'

Segundo a mídia americana, a escolha do nome nada mais é do que uma tentativa do Departamento de "zombar" de Moscou.


Sputnik

O Departamento de Estado dos EUA anunciou a criação de uma nova posição para lutar contra as "atividades malignas da Rússia" e que foi batizada de Senior Advisor for Russian Malign Activities and Trends (Assessor Sênior para Atividades e Tendências Malignas da Rússia), ou SARMAT — um acrônimo que combina com o nome do sistema de mísseis russos Sarmat, relatou a CNBC.

Testes do míssil balístico intercontinental Sarmat, 29 de março de 2018
Teste do míssil russo Sarmat © Foto : Ministério da Defesa da Rússia

"Trollar é o último golpe no confronto entre EUA e Rússia, já que os dois países continuam participando de um conflito insólito, tão típico do século XXI", disse o autor da publicação, Tucker Higgins.

De acordo com a mídia, o confronto entre os EUA e a Rússia passou dos campos de batalha sírios para a "zona de guerra" dos memes e se tornou uma "guerra dialética" que pode ser comparada à Guerra Fria.

Por sua parte, o ex-embaixador dos EUA na Rússia e autor do livro "Da Guerra Fria à paz quente", Michael McFaul, descreveu como "curiosas" as tentativas de Washington de "trollar" o Kremlin.

Por sua vez, o ex-funcionário do Departamento de Estado, Stephen Sestanovich, manteve-se cético sobre a criação do novo cargo SAMART e brincou que a notícia "poderia ter sido inventada por algum comediante". Ele também disse que "um acrônimo engraçado" não pode melhorar as relações entre Washington e Moscou.

Mas o que fará o SARMAT americano?

De acordo com uma declaração oficial do secretário de Estado adjunto dos EUA, Wess Mitchell, ele será responsável por "desenvolver as estratégias inter-regionais entre os departamentos" e "expor publicamente as atividades malignas da Rússia".

O Sarmat russo é um míssil hipersônico intercontinental pesado, capaz de transportar até 15 ogivas termonucleares manobráveis. Um único projétil deste tipo poderia cobrir uma área de até 700 mil quilômetros quadrados, o equivalente ao território de países como a França ou o estado do Texas.

Deve-se notar que em várias ocasiões o Kremlin afirmou que o novo armamento russo não se destina a atacar ninguém, mas serve para garantir a segurança do país.

A esse respeito, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, reafirmou que era errado ver a mensagem de Putin à Assembleia Federal como um gesto militarista, já que a ideia principal era a necessidade de dar um salto tecnológico.

"Eu repito o que o presidente disse, a Rússia não vai atacar ninguém, essas armas não ameaçam quem não tem planos de atacar o nosso país", explicou.

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