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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Analistas chamam situação na Força Aérea dos EUA de 'tenebrosa'

A Força Aérea dos EUA não satisfaz as necessidades futuras de possíveis conflitos por estar sobrecarregada com tarefas, problemas técnicos e déficit de quadros qualificados, assegura a mídia norte-americana, citando uma análise do centro de pesquisa RAND e do GAO, órgão responsável pela auditoria, avaliações e investigações do Congresso.


Sputnik

De acordo com a edição The National Interest, os dados da análise oferecem um "quadro tenebroso" da situação na aviação norte-americana. Especialistas avaliaram o potencial da Força Aérea dos EUA em quatro possíveis conflitos futuros: nova Guerra Fria com a Rússia ou a China envolvendo um grande ou pequeno conflito regional, operações de coerção à paz com introdução de zonas de exclusão aérea, bem como campanhas de combate contra rebeldes.

B-52 Stratofortress | Reprodução

Ao se basearem nos dados sobre antigas operações da Força Aérea dos EUA, os analistas avaliaram suas capacidades em oito tarefas diferentes, inclusive a conquista de supremacia aérea, efetuação de ataques aéreos e transporte.

Segundo os cálculos do RAND, praticamente em nenhum desses cenários a aviação norte-americana conseguiu alcançar 100% de sucesso, frisa a edição. Por exemplo, no caso de um conflito regional arrastado, a porcentagem de combates aéreos e ataques aéreos eficientes somará apenas 62% e 65%, respectivamente.

Analistas observam que o cenário com menor probabilidade de colisão direta acabou sendo um dos mais problemáticos para os EUA. Assim, em operações de coerção à paz a aviação norte-americana será capaz de garantir apenas 29% das necessidades de reconhecimento militar, 40% no que se trata de missões especiais e 46% na efetuação de ataques com bombas, detalha o artigo.

As razões dos resultados tão pouco favoráveis, segundo afirmam especialistas, são os problemas sérios na manutenção técnica de aviões, bem como o déficit de quadros qualificados, concluiu a revista.

Mais cedo, a mesma mídia criou uma lista dos piores caças em toda a história da Força Aérea dos EUA.

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