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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
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Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Brasil vai doar ao Uruguai 25 blindados de combate, mas Estados Unidos têm que dizer amém

O Senado Federal aprovou um projeto que autoriza o Ministério da Defesa a doar ao governo do Uruguai 25 viaturas blindadas de combate M41 do Exército Brasileiro. O texto, no entanto, condiciona a doação à autorização prévia dos Estados Unidos. Mas por que o Brasil está adotando essa medida? E por que ela precisa ser autorizada pelos EUA?


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O Projeto de Lei da Câmara 91/2018, aprovado na última quarta-feira, 5, segue agora para sanção presidencial. De acordo com a Agência Senado, a autorização necessária já teria sido concedida pelo governo norte-americano. Mas as despesas decorrentes da transferência serão custeadas pelas dotações orçamentárias do Ministério da Defesa.

Blindados em manobras do Exército Brasileiro no Rio Grande do Sul
Blindados brasileiros em manobra | Sd EP Jordan Kulaitis Torres / Exército Brasileiro

A Defesa brasileira afirma que a concretização da doação reforçará o bom relacionamento bilateral entre o Brasil e o Uruguai, estreitando os laços de cooperação militar. O custo do transporte das viaturas até o Regimento de Cavalaria 3 em Rivera, no Uruguai, está estimado em R$ 350 mil.

"O Exército brasileiro dispõe de 152 carros de combate VBC CC-M41 adquiridos dos Estados Unidos, mediante aceitação de cláusula de não transferência sem autorização prévia do Departamento de Estado norte-americano. Os modelos antigos, desativados para fins operacionais, passaram a ser usados como meio auxiliar de instrução do Comando do Exército e foram substituídos pela família de blindados Leopard, adquiridos do governo alemão", explica a nota do Senado.

Em entrevista à Sputnik Brasil, o professor de Relações Internacionais e de História Militar Ricardo Cabral, pesquisador da Escola de Guerra Naval, ressaltou que o Brasil já possui essa prática de fazer doações para países aliados, de equipamentos que ainda estão em condições de uso mas que são considerados tecnologicamente defasados pelas Forças Armadas brasileiras. Segundo ele, isso faz parte da chamada diplomacia militar, que "estimula a compra de equipamentos novos" e também que o exército que está recebendo padronize os seus equipamentos e sua doutrina a partir daquele que está enviando.

"Tudo que sai são equipamentos que já estão fora do inventário. Ou seja, não fazem parte mais daqueles equipamentos que serão utilizados em caso de guerra ou da reserva estratégica, caso você imediatamente precise mobilizar todos os meios disponíveis", comentou o especialista, destacando que embora os M41 não sejam mais de grande utilidade para o Exército Brasileiro, eles certamente poderão contribuir para as forças do Uruguai no setor de defesa interna.

Ainda de acordo com Cabral, o aval norte-americano para a negociação é explicado pelos acordos firmados entre Brasil e Estados Unidos, que costumam conter esse tipo de exigência. Essa questão, segundo ele, já foi fonte de muitos desentendimentos entre os dois países.

"Por isso que o Brasil, em vários momentos da sua história, evitou comprar material americano, ter o fornecimento americano de alguns equipamentos, por causa dessas restrições que havia", disse ele, acrescentando que isso tem ocorrido menos nos últimos tempos.

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