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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Coalizão árabe admite 'erros' em bombardeio que matou 40 crianças no Iêmen

Matança em ônibus gerou uma onda de indignação internacional e vários pedidos de investigação.


France Presse

A coalizão liderada pela Arábia Saudita admitiu neste sábado (1) erros no bombardeio de agosto no Iêmen que matou 51 pessoas, incluindo 40 crianças.

Crianças feridas em ataque no dia 9 de agosto em Saada, no Iêmen, são atendidas em hospital (Foto: Naif Rahma/Reuters)
Crianças feridas em ataque no dia 9 de agosto em Saada, no Iêmen, são atendidas em hospital (Foto: Naif Rahma/Reuters)

O bombardeio, no dia 9 de agosto, atingiu um ônibus que transportava crianças em um mercado muito movimentado de Dahyan, na província de Saada, reduto dos rebeldes huthis, norte do país. O ataque foi atribuído à coalizão que ajuda o governo iemenita em conflito com os rebeldes.

A matança gerou uma onda de indignação internacional e vários pedidos de investigação. O Conselho de Segurança da ONU pediu um apuração "confiável e transparente".

A coalizão afirmou que tinha como alvo um ônibus que transportava rebeldes e pediu desculpas ao citar "danos colaterais".

O porta-voz da comissão de investigação do bombardeio, Mansur Al Mansur, voltou a defender neste sábado que no ônibus viajavam "líderes huthis" e que alguns rebeldes faleceram no ataque.

O bombardeio, no entanto, "provocou danos colaterais", completou, em referência às mortes das crianças, cujos responsáveis devem ser "castigados".

O porta-voz da comissão, apoiada pela coalizão internacional, disse que um dos erros foi que "a ordem para não atirar contra o ônibus que estava no meio dos civis chegou com atraso". Também se equivocaram porque "o objetivo não constituía um perigo imediato e o fato de atacar um ônibus em meio a uma zona residencial não era justificado no momento".

A coalizão liderada pela Arábia Saudita é acusada de cometer muitos abusos contra civis no conflito do Iêmen, no qual os rebeldes huthis recebem apoio do Irã, o grande inimigo regional da onarquia saudita.

As autoridades sauditas alegam que os huthis se misturam aos civis ou utilizam estes últimos como escudos humanos.

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