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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Comandantes militares podem desafiar autoridade de Trump?

As recentes revelações do novo livro do jornalista Bob Woodward e um polêmico artigo publicado no New York Times no dia 5 de setembro, descrevem o presidente norte-americano como instável e impulsivo em relação aos assuntos de segurança nacional.


Sputnik

Tais fatos e relatos levantaram a questão sobre se os comandantes militares dos EUA têm ou não autoridade suficiente para desafiar uma ordem direta do presidente e quais seriam essas circunstâncias.

Presidente dos EUA, Donald Trump
Donald Trump © Sputnik / Serguey Guneev

Um dos principais assessores de Trump acredita que o presidente não está apto a atuar como o homem mais poderoso do mundo, e que constantemente seus funcionários precisam alterar e suavizar as ordens expressas pelo líder, segundo a publicação.

Anteriormente, o principal comandante nuclear dos EUA, general John Hyten, disse publicamente que rejeitaria a ordem de Trump de um ataque nuclear, se esta fosse "ilegal".

A única base para contestar uma ordem direta do presidente é que seja ilegal, imoral ou antiética, segundo artigo da CNN.

Em audiência do Comitê de Relações Exteriores do Senado sobre a autoridade do presidente de usar armas nucleares, realizada em novembro de 2017, o ex-chefe do Comando Estratégico dos EUA, general aposentado Robert Kehler, explicou que há exceções dentro do sistema, que garantem a legalidade de qualquer ordem.

Ele também destacou que "somente o presidente dos EUA pode ordenar o uso de armas nucleares dos EUA", mas que o Exército não segue as ordens à risca.

No processo de tomada de decisão em quase todos os níveis, do tático ao estratégico, os diretores jurídicos e os advogados militares participam de forma ativa, informou o analista militar da CNN, John Kirby.

Tais especialistas devem garantir que autoridades uniformizadas, antes de tomar qualquer decisão final sobre o uso da Força Armada em defesa da nação, considerem os princípios da lei de guerra.

"Os comandantes subordinados e os líderes designados têm o dever, a responsabilidade e as diretivas oficiais de comunicação para fazê-la [ordem]", caso haja algum motivo para questionar a legalidade das ordens presidenciais, concluiu o especialista.

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