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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Como mídia americana pode ajudar Pentágono a atacar Irã e Hezbollah na Síria?

Os serviços de inteligência ocidentais acreditam que o Irã esteja vendendo armas ilegalmente para o Líbano, particularmente para o movimento Hezbollah, informou o canal americano Fox News, citando fontes.


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De acordo com o canal, a empresa aérea iraniana Fars Air Qeshm realizou nos últimos dois meses dois voos "raros e incomuns" de Teerã para Beirute. O primeiro teve lugar em 9 de julho, quando um avião decolou da base aérea em Teerã, fez uma escala rápida no aeroporto de Damasco e depois se dirigiu para o aeroporto da capital libanesa por uma "rota incomum", ou seja, voou através da parte norte do Líbano.

Militante do Hezbollah na Torre de Vigilância
Militante do Hezbollah © AP Photo / Bilal Hussein

"Os iranianos estão tentando encontrar novas vias e rotas para contrabandear armas do Irã para seus aliados no Oriente Médio, testando e desafiando as capacidades do Ocidente de monitorá-los", disse uma fonte ao Fox News.

Em entrevista à Sputnik Persa, Seyyed Hadi Afghahi, especialista iraniano em ciências políticas e ex-diplomata do Irã no Líbano, comentou a situação.

Ele recordou que o Fox News é financiado pelo Pentágono, enquanto as posições-chave da entidade são ocupadas pelo lobby sionista norte-americano, que recebe ordens diretas de Tel Aviv.

"Além disso, surge a questão por que é que o canal Fox News cita em suas declarações ‘serviços de inteligência ocidentais’ sem nomear nenhum deles […] Tal tipo de cobertura já diz tudo. Deveriam ter fornecido documentos ou apontado para fontes confiáveis que pudessem comprovar as palavras do canal", afirmou o analista.

Ele indicou que não é a primeira vez que o Fox News difunde uma farsa, já que "tal conteúdo, não comprovado por nenhuns documentos, não pode ser percebido como sendo pura verdade".

De acordo com o especialista, é mais importante entender que objetivos o canal persegue ao fazer mais uma acusação infundada contra o Irã e o movimento Hezbollah.

Seyyed Hadi Afghahi acredita que o motivo radica nos acontecimentos na província síria de Idlib. O Irã e o Hezbollah estão ajudando Bashar Assad a esmagar os terroristas, sendo uma espinha na garganta dos EUA e de Israel. Para "liquidar legitimamente" o Irã e o Hezbollah são necessários alguns pretextos. Nesta situação o Fox News é uma boa ferramenta informacional.

"A aproximação do início da operação de libertação de Idlib, no noroeste da Síria, onde ainda estão operando formações terroristas e até o exército turco, causa descontentamento de algumas partes, que querem impedir essa operação de libertação", explicou.

"Elas são, em primeiro lugar, os EUA, que utilizam seus recursos informacionais, estratégicos, militares e políticos para efetuar diversões. Além disso, os EUA ameaçaram oficialmente que se o exército sírio agir em conjunto com seus aliados, o Irã e o Hezbollah, as tensões na região irão crescer, aumentando assim o número de vítimas, e o exército sírio pode mesmo vir a usar armas químicas. Nesta situação, os EUA vão efetuar ataques com mísseis contra alvos na Síria", frisou o analista, entrevistado pela Sputnik.

De acordo com ele, os EUA estão preocupados que os louros da vitória sobre o terrorismo na Síria serão recebidos pelo governo sírio e seus aliados: o Irã, o Hezbollah e a Rússia, e não pelos EUA.

"Tal fato é uma grande decepção para os EUA e seus aliados. Por isso eles estão preparando terreno para que isso não aconteça usando alavancas de pressão, inclusive abalando o campo informacional com notícias falsas", indicou o analista.

Segundo ele, a presença do Irã e do Hezbollah ameaça os militares dos EUA posicionados ilegalmente na Síria e na fronteira o seu aliado – Israel.

"Sendo assim, no jogo há uma cartada que pode dar ‘luz verde’ ao início do ataque com mísseis contra militares iranianos e combatentes do Hezbollah. Já que a ferramenta informacional dos EUA [Fox News] está ajudando ativamente a atingir esse objetivo ao produzir notícias falsas", ressaltou o analista.

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