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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
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Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Compra de F-35 por Bruxelas prejudicará economia belga, opina analista

A decisão potencial do governo belga de comprar caças de quinta geração F-35 Lightining II dos EUA para rearmamento da Força Aérea do reino é desfavorável para economia da Bélgica, bem como para a da União Europeia em geral, opina o economista belga Cédric du Monceau.


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Em fevereiro de 2018, a empresa americana Lockheed Martin (produtora do F-35 Lightning II) e a britânica BAE Systems (do caça Eurofighter Typhoon) se tornaram os únicos participantes do concurso público de rearmamento da Força Aérea do Reino da Bélgica com caças-bombardeiros de nova geração.

F-35
F-35 Lightining II | CC0

Segundo as palavras de du Monceau, "a escolha de uma substituição para o F-16 [caça-bombardeiro que usado pela Força Aérea da Bélgica] não é inofensiva nem para a Bélgica, nem para o euro e a Europa".

"Para que escolher um avião completamente controlado pelos EUA [F-35], quando a Europa precisa urgentemente de uma política de inovações na indústria, de novas tecnologias e armamentos? Isso [é necessário] não só para manter os empregos no nosso continente, mas também, o que ainda é mais importante, para reforçar o ecossistema econômico que está na base da nossa moeda única — o euro", escreve o funcionário nas páginas do jornal Libre Belgique.

De acordo com du Monceau, a decisão final das autoridades belgas "será um forte ato político que demonstrará ou não a vontade de consolidar a nossa escolha em prol da moeda única e de uma política industrial favorável ao emprego e à inovação".

Trata-se da substituição dos caças F-16 usados pela Força Aérea da Bélgica desde o início dos anos 1980. Para comprar 34 caças-bombardeiros novos, o governo belga planeja gastar, segundo dados da mídia, cerca de 15 bilhões de euros (R$ 71,7 bilhões).

Em setembro de 2017, a desistência do concurso público de rearmamento da Força Aérea belga foi anunciada pela gigante americana de construção aeronáutica Boeing e pela empresa sueca Saab.

A França também abandonou o concurso depois de propor à Bélgica seu caça Rafale F3R da empresa Dassault em troca de "cooperação estrutural e profunda" na realização pela França e Alemanha do plano conjunto para criação até 2040 de aviões de combate de nova geração no contexto de desenvolvimento da defesa europeia.

Está planejado que o primeiro F-16 seja retirado de serviço em 2023, e até 2028 todos os aviões dessa modificação deixarão de ser explorados.

De acordo com o que tinha afirmado o ministro da Defesa belga Steven Vandeput, a decisão final sobre a escolha do novo caça poderia ser tomada pelo governo da Bélgica até à cúpula da OTAN de 11 a 12 de julho. Contudo, a assinatura do contrato de fornecimento é esperada até o início de 2019.

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