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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
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Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Força Aérea dos EUA a ponto de ruptura: análise indica que carece de aviões e pessoal

A Força Aérea dos EUA não é capaz de resolver questões de segurança e, portanto, defender os interesses do país, de acordo com o recente estudo do centro analítico norte-americano RAND.


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O relatório foi analisado pelo observador militar da revista norte-americana The National Interest, Dave Majumdar.

Piloto de um avião estadunidense F/A-18 Hornet
CC BY-SA 2.0 / mashleymorgan / 030328-N-4513D-001

Utilizando a supremacia militar, obtida depois do fim da Guerra Fria, o Pentágono realizou várias "operações de imposição da paz" em diferentes regiões do mundo, mas não parou para pensar em sua capacidade de combate contra uma grande potência. Contudo, em uma época em que os EUA encaram a ameaça de uma China em rápido crescimento e de uma Rússia em ressurgimento, os resultados do estudo são especialmente preocupantes, aponta o autor da matéria.

"A época unipolar está chegando rapidamente ao fim, já que tanto a Rússia como a China se apresentam forças cada vez mais capazes […] Hoje em dia, a Força Aérea dos EUA deve atender às exigências de combate potenciais e melhorar simultaneamente suas capacidades contra grandes potências", segundo o relatório.

O autor da matéria recordou que, desde o primeiro conflito no golfo Pérsico em 1991, a Força Aérea dos EUA tem estado envolvida em uma série de guerras de baixo nível, mas constantes.

"Os generais tentaram suavizar o impacto negativo de tal ritmo sobre o pessoal e equipamento, mas as soluções eram temporárias. Agora a Força Aérea norte-americana está a ponto de ruptura", destacou.

De acordo com o relatório, embora a chefia do ramo venha falando cada vez mais ativamente sobre problemas com a prontidão, causados pela sobrecarga e falta de financiamento das Forças Armadas, não se prevê uma redução da pressão sobre a Força Aérea.

Os investigadores estudaram quatro cenários prováveis que permitem estimar as capacidades da Força Aérea dos EUA. Dois deles estão relacionados ao tipo da Guerra Fria, enquanto o terceiro pressupõe ações de imposição de paz e o último – a luta contra o terrorismo.

Conforme o relatório, nenhum dos aviões da Força Aérea dos EUA pode se considerar seguro em todos os quatro cenários.

Assim, os caças demonstraram a maior eficácia, atendendo a 93% das exigências em três cenários e 64% no restante. As aeronaves da classe C3ISR/BM (comando, controle, comunicação, inteligência e vigilância) se mostraram como as menos seguras em todos os quatro cenários, tendo atendido 84% em um tipo de operações e de 29 a 63% nos outros três.

O relatório destacou que, embora os aviões de reabastecimento se demonstrem como altamente seguros em três cenários, tendo atendido a 90% das exigências, estes aviões cumprem somente 32% dos requisitos em operações de imposição de paz.

O estudo do RADN mostrou também que uma pior prontidão para combate da Força Aérea dos EUA poderá resultar em conflitos duradouros.

O autor da matéria conclui que, além da necessidade de ampliar o ramo, deve haver mais investimentos, já que "com as forças de hoje, suportar até mesmo o ritmo atual de operações virará em breve impossível".

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