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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Força Aérea dos EUA a ponto de ruptura: análise indica que carece de aviões e pessoal

A Força Aérea dos EUA não é capaz de resolver questões de segurança e, portanto, defender os interesses do país, de acordo com o recente estudo do centro analítico norte-americano RAND.


Sputnik

O relatório foi analisado pelo observador militar da revista norte-americana The National Interest, Dave Majumdar.

Piloto de um avião estadunidense F/A-18 Hornet
CC BY-SA 2.0 / mashleymorgan / 030328-N-4513D-001

Utilizando a supremacia militar, obtida depois do fim da Guerra Fria, o Pentágono realizou várias "operações de imposição da paz" em diferentes regiões do mundo, mas não parou para pensar em sua capacidade de combate contra uma grande potência. Contudo, em uma época em que os EUA encaram a ameaça de uma China em rápido crescimento e de uma Rússia em ressurgimento, os resultados do estudo são especialmente preocupantes, aponta o autor da matéria.

"A época unipolar está chegando rapidamente ao fim, já que tanto a Rússia como a China se apresentam forças cada vez mais capazes […] Hoje em dia, a Força Aérea dos EUA deve atender às exigências de combate potenciais e melhorar simultaneamente suas capacidades contra grandes potências", segundo o relatório.

O autor da matéria recordou que, desde o primeiro conflito no golfo Pérsico em 1991, a Força Aérea dos EUA tem estado envolvida em uma série de guerras de baixo nível, mas constantes.

"Os generais tentaram suavizar o impacto negativo de tal ritmo sobre o pessoal e equipamento, mas as soluções eram temporárias. Agora a Força Aérea norte-americana está a ponto de ruptura", destacou.

De acordo com o relatório, embora a chefia do ramo venha falando cada vez mais ativamente sobre problemas com a prontidão, causados pela sobrecarga e falta de financiamento das Forças Armadas, não se prevê uma redução da pressão sobre a Força Aérea.

Os investigadores estudaram quatro cenários prováveis que permitem estimar as capacidades da Força Aérea dos EUA. Dois deles estão relacionados ao tipo da Guerra Fria, enquanto o terceiro pressupõe ações de imposição de paz e o último – a luta contra o terrorismo.

Conforme o relatório, nenhum dos aviões da Força Aérea dos EUA pode se considerar seguro em todos os quatro cenários.

Assim, os caças demonstraram a maior eficácia, atendendo a 93% das exigências em três cenários e 64% no restante. As aeronaves da classe C3ISR/BM (comando, controle, comunicação, inteligência e vigilância) se mostraram como as menos seguras em todos os quatro cenários, tendo atendido 84% em um tipo de operações e de 29 a 63% nos outros três.

O relatório destacou que, embora os aviões de reabastecimento se demonstrem como altamente seguros em três cenários, tendo atendido a 90% das exigências, estes aviões cumprem somente 32% dos requisitos em operações de imposição de paz.

O estudo do RADN mostrou também que uma pior prontidão para combate da Força Aérea dos EUA poderá resultar em conflitos duradouros.

O autor da matéria conclui que, além da necessidade de ampliar o ramo, deve haver mais investimentos, já que "com as forças de hoje, suportar até mesmo o ritmo atual de operações virará em breve impossível".

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