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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Marinha do Brasil inicia série de operações conjuntas intercontinentais

A Marinha do Brasil iniciou na África do Sul a primeira de uma série de operações que visa ao aprimoramento operacional e a troca de experiência com armadas de países de três continentes.


Sputnik

Desde 31 de agosto e até 20 de setembro, militares brasileiros participam da 11.ª edição da Operação Atlasur. Em entrevista à Sputnik Brasil, o encarregado da Divisão de Adestramento e Emprego de Meios do Comando de Operações Navais, capitão-de-mar-e-guerra Rogério Salles, afirmou que a operação visa à manutenção da segurança do Atlântico Sul junto à comunidade marítima.

Submarino da Marinha brasileira da classe tupi (arquivo)
© Foto : Marinha do Brasil/Divulgação

"A Operação Atlasur tem por objetivo realizar operações combinadas com as marinhas da África do Sul, da Argentina e do Uruguai, de modo a contribuir para a interoperabilidade entre as forças e a manutenção da segurança do Atlântico Sul junto à comunidade marítima, além de fortalecer laços de amizade entre os países participantes", explica o oficial.

Essa é a primeira ação do efetivo liderado pela Corveta Barroso, um helicóptero com destacamento aéreo embarcado e um uma equipe de mergulhadores de combate, totalizando, segundo a corporação, um número de aproximadamente 180 militares.

Durante a operação haverá integração da Marinha brasileira com a dos outros países "principalmente durante a condução dos exercícios, ocasião em que os navios participam de diversas operações e ações de guerra naval, atuando como uma força combinada e com um objetivo comum", destaca o capitão.

Após o termino da Operação Atlasur, o efetivo seguirá para o porto de Maputo, em Moçambique, onde participará de eventos programados da política externa brasileira, em apoio à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste).

A Corveta Barroso finaliza essa série de operações da Marinha do Brasil participando da Operação Ibsamar, que ocorre bianualmente, desde 2008, com a participação das marinhas da Índia e da África do Sul. Neste ano, os exercícios serão realizados em 1 e 13 de outubro, na costa sul-africana, e serão empregados os portos sede de Simon’s Town e Cape Town, na África do Sul.

Segundo o capitão-de-mar-e-guerra Rogério Salles, o objetivo desta ação, que envolve navios, submarinos, aeronaves e tropas das três armadas, é promover a interoperabilidade entre as marinhas.

"O objetivo principal da operação é promover a interoperabilidade entre as marinhas e a troca de conhecimentos profissionais, elevando a confiança entre as nações e contribuindo para a segurança da região oceânica de interesse dos países. Representa o aspecto marítimo do Fórum de Diálogo IBAS", afirma o oficial.

Durante a operação, serão realizados exercícios característicos de guerra naval, atividades de emprego limitado da força e atividades benignas, como, por exemplo, operações de ataque, interdição marítima, proteção do tráfego marítimo, especiais, de esclarecimento, antissubmarino, contra ameaças assimétricas, dentre outras.

Para Salles, essa série de operações é importante para a troca de conhecimentos profissionais entre os militares.

"A troca de conhecimentos profissionais e informações decorrente de uma operação multinacional incrementa a interoperabilidade entre as marinhas envolvidas. Além disso, promove o aumento da confiança mútua entre as nações e, consequentemente, aumenta a segurança da comunidade marítima no Atlântico Sul", destaca o capitão.

Anualmente, a Marinha do Brasil participa de várias operações em conjunto com outras forças navais. Entre elas, destacam-se Unitas Amphibious e Atlântico, Fraterno, Bracolper, Obangame Express, Caribex e Platina.

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