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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Navio russo revelaria segredos do próximo ataque norte-americano contra Síria

O mundo está acompanhando de perto o envio de navios de guerra norte-americanos ao mar Mediterrâneo e o aumento do grupo naval russo junto à costa síria. Entretanto, a chegada à região de um pequeno navio de reconhecimento russo, Yuri Ivanov, passou despercebida, mas tem importância fundamental.


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Um pequeno navio russo especializado em missões de inteligência, o Yuri Ivanov, entrou recentemente no Mediterrâneo. Obviamente, a composição precisa do equipamento desse navio está classificada.

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Pequeno navio de reconhecimento russo, Yuri Ivanov | Reprodução

Os analistas Mikhail Moshkin e Oleg Moskvin revelaram em seu artigo para a revista russa Vzglyad que o objetivo dos navios desse tipo vai mais além de fornecer comunicação e controle da frota, realizar tarefas de inteligência de sinais e guerra eletrônica. Realiza também a vigilância dos componentes do sistema de defesa antimísseis e antiaérea dos EUA, bem como de seus sistemas de ataque. Além disso, o Yuri Ivanov é capaz de designar alvos para outros meios de ataques terrestres, navais e até mesmo submarinos.

Os comandos dos EUA e de seus parceiros da OTAN entendem a importância desse navio, por isso no Canal da Mancha o Yuri Ivanov foi acompanhado por um caça-minas britânico. Além disso foi escoltado pelo navio francês Tethys.

"O navio de reconhecimento analisa informações de intercepção de comunicações e os dados de inteligência de sinais. Com base em tudo isso, o grupo de análise pode revelar onde e quando será realizado um ataque com armas de precisão", explicou o vice-comandante da Força Aérea aposentado, tenente-general Aitech Bizhev.

É precisamente esse tipo de ataque que os EUA estão preparando agora na Síria, observam os autores.

"Acredito que o Yuri Ivanov é capaz de detectar o lançamento de mísseis norte-americanos no Mediterrâneo. Este navio conta com um equipamento muito sério. A bordo estão concentrados desenvolvimentos e tecnologias, provavelmente os mais avançados que temos", comentou o analista militar, capitão-de-mar-e-guerra Vasily Dandykin.

Segundo o especialista militar, o Yuri Ivanov é um navio especial que permite "ver muito longe, mais além do Mediterrâneo". Supõe-se que, em caso de um lançamento de mísseis Tomahawk contra a Síria, o navio poderia rapidamente analisar a telemetria dos mísseis e definir os alvos para a defesa aérea síria. Além disso, a embarcação é capaz de rastrear todo o processo de preparação do ataque: linhas de comunicação, detalhes técnicos, etc.

Provavelmente, o comando militar russo decidiu que agora o Yuri Ivanov é necessário nessa região, sublinharam os jornalistas.

Recentemente, um submarino norte-americano armado com mísseis Tomahawk entrou no mar Mediterrâneo e reforçou o grupo naval dos EUA que já tinha lá dois submarinos nucleares com mísseis de cruzeiro e dois destróieres, o USS Carney e o USS Ross, equipados com mísseis.

Ao golfo Pérsico chegou também o destróier USS The Sullivans com 56 mísseis de cruzeiro a bordo. Além disso, um bombardeiro estratégico B-1B da Força Aérea dos EUA com 24 mísseis de cruzeiro ar-terra AGM-158 JASSM foi transferido para a base aérea de Al-Udeid no Qatar.

Depois do ataque de abril contra a Síria, os norte-americanos declararam repetidamente que estão dispostos a realizar outro, se o considerarem necessário. O presidente dos EUA, Donald Trump, não para de advertir contra o "derramamento de sangue" em Idlib. O Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, considera que os EUA estão preparando-se para responder a um novo cenário sobre um suposto uso de armas químicas na Síria.

A Rússia também aumentou a presença de seus navios no Mediterrâneo e realizou exercícios nessa região que envolveram 26 navios e 34 aviões.

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