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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Outros países seguirão exemplo chinês comprando Su-35 russo?

Recentemente, uma edição norte-americana chamou os caças russos Su-35 de "pesadelo" da Força Aérea dos EUA. O especialista militar Viktor Baranets falou com a Sputnik e frisou que, de fato, o avião russo gera o interesse de numerosos países, inclusive de membros da OTAN.


Sputnik

O portal estadunidense The National Interest chamou a aeronave russa Su-35, que acabou de entrar em serviço da Força Aérea da China, de pesadelo e dor de cabeça para a aviação norte-americana na região asiática.

Caça Su-35 no ar durante o concurso em Primorie
Sukhoi Su-35 © Sputnik / Anton Balashov

Na opinião do autor, o Su-35, codificado no sistema da OTAN como Flanker-Е+, é um dos caças mais aptos para combate dentro da Força Aérea chinesa. A presença de aviões desse tipo reforça significativamente o peso militar chinês na região Ásia-Pacífico, escreve a edição.

Além disso, a revista destaca o fato do novíssimo míssil chinês PL-15 da classe ar-ar, que pode ser instalado no Su-35, representar uma ameaça para os EUA e seus aliados. Este "tandem" perigoso, destaca a edição, pode ser usado para atacar aviões de reabastecimento norte-americanos e outras aeronaves de apoio, tais como os aviões com Sistema Aéreo de Alerta e Controle (AWACS) E-3 que, por sua vez, desempenham um papel decisivo nas operações da Força Aérea dos EUA nessa região.

O contrato para entrega de 24 caças multifuncionais Su-35 da geração 4++ da Rússia à China foi celebrado em 2015. Além disso, os aviões desse tipo estão em serviço da Força Aeroespacial da Rússia. Vale ressaltar que por muitas de suas caraterísticas o avião corresponde aos padrões dos caças de 5ª geração.

O especialista militar russo e coronel aposentado, Viktor Baranets, frisou que o Su-35 está nas primeiras fileiras da indústria aeronáutica internacional.

"Ele [no Su-35] tem o equipamento eletrônico mais moderno, dois motores muito potentes, muitos aparelhos que permitem ao piloto estar a par da situação em torno do avião, um sistema de precisão muito eficaz… O Su-35 pertence à categoria dos mais armados do mundo. No total, ele porta oito toneladas de armas, enquanto seu próprio peso é de 19 toneladas. O avião tem 12 pilones para suspensão de armamentos. Por exemplo, debaixo das asas ele pode portar 6 mísseis de meio alcance e 6 de curto alcance. Tem todo um conjunto de mísseis ar-terra, tem de alta precisão, tem também munições não guiadas. Se compararmos o nosso avião com outros no que se trata de armamentos, ele está nas primeiras fileiras da indústria aeronáutica mundial", afirmou ele ao serviço russo da Rádio Sputnik.

De acordo com ele, muitos países gostariam de comprar o Su-35, inclusive países da OTAN.

"Não foi apenas a China e a Malásia que deitaram olho comprido a esta aeronave, tem uma dezena de outros países na fila. Até os turcos já se interessaram pelo nosso avião, já há conversas sobre isso. Vendo isso tudo, os especialistas disseram entre os dentes que o avião representa um pesadelo para a OTAN. Houve tempos em que os pilotos se recusavam em massa voar no elogiado F-22 americano por sufocarem no cockpit. Já o F-35 também tem problemas muito sérios — em uma época o Pentágono até parou os voos destas aeronaves. Isso nunca aconteceu com o nosso Su-35. Nosso aparelho passou por testes gradualmente, foi testado em regimes diferentes. Obtivemos um modelo de que podemos nos orgulhar. O inimigo deve ter medo dele", resumiu.

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