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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Putin e Erdogan se reúnem para discutir situação na província síria de Idlib

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, se reuniram nesta segunda-feira em Sochi para estabelecer um compromisso sobre a província síria de Idlib, último reduto da oposição respaldada por Ancara e cujo controle Moscou quer devolver a Damasco.


EFE

Moscou - "Há muitas questões, algumas muito difíceis. Fico feliz em vê-lo, não só para trocar opiniões sobre esses assuntos, mas para buscar soluções", disse Putin a Erdogan ao início da reunião.

EFE/ Alexander Zemlianichenko
Recep Tayyip Erdogan e Vladimir Putin | EFE/ Alexander Zemlianichenko

O presidente turco, por sua vez, mostrou confiança de o encontro terminar com uma "declaração que será uma nova esperança para toda a região".

"Nossa solidariedade nos assuntos regionais faz com que os povos da região confiem na cooperação (entre Rússia e Turquia). Creio que não só a região, mas todo o mundo aguarda nossa reunião de hoje", afirmou Erdogan, citado pela agência "Interfax".

A Rússia, assim como o Irã, defende a necessidade de o exército governamental sírio lançar o mais rápido possível uma ofensiva em Idlib, que segundo Moscou se transformou em um "ninho de terroristas" que deve ser liquidado.

Cerca de 3 milhões de pessoas vivem na província, fronteiriça com a Turquia, entre elas um bom número de opositores deslocados de antigos redutos insurgentes que já foram conquistados pelas forças de Damasco.

Ancara, que tem soldados desdobrados em Idlib, insiste que uma ofensiva militar pode significar uma catástrofe para a população civil e desencadear uma nova onda de refugiados que tentariam se manter a salvo na Turquia.

Por sua vez, os Estados Unidos também exigiram que Rússia e Irã detenham a ofensiva das tropas do presidente da Síria, Bashar al Assad, contra Idlib.

"Quando a Rússia e o regime de Assad dizem que querem lutar contra o terrorismo, na verdade dizem que querem bombardear escolas, hospitais e casas. Querem castigar os civis que tiveram a coragem de se rebelar contra Assad", denunciou a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley.

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