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Marinha do Brasil prevê inaugurar estação na Antártica em 2020, oito anos após incêndio

Obra é executada por uma empresa chinesa e, segundo a Marinha, se aproxima do final. Incêndio em 2012 destruiu estação, e dois militares morreram.
Por Guilherme Mazui | G1 — Brasília

Passados sete anos desde o incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, a Marinha prevê inaugurar a nova estação em março de 2020.

Executada pela empresa chinesa Ceiec, a obra se aproxima do final, segundo a Marinha, que prevê concluir as obras civis e a instalação de máquinas e mobiliário até 31 de março, iniciando um período de testes do complexo científico até março de 2020. Após os testes, a estação poderá receber militares e pesquisadores.

"A previsão de inauguração é março de 2020, quando os pesquisadores e o Grupo-Base [de militares] deverão ocupar em definitivo as instalações da nova Estação Antártica Comandante Ferraz", informou a Marinha ao G1.

Com investimento de US$ 99,6 milhões, o complexo receberá profissionais que atuam no Programa Antártico Brasileiro (Proantar), criad…

Trump ordena corte de verba de US$ 25 milhões a hospitais palestinos de Jerusalém

Trump ordena corte de verba de US$ 25 milhões a hospitais palestinos de Jerusalém


RFi

O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou o corte de US$ 25 milhões em ajuda a hospitais palestinos em Jerusalém Oriental, uma medida que os palestinos classificam como "chantagem política".

'É desrespeitoso quando as pessoas não chegam à mesa de negociações', disse Donald Trump (Foto: Reuters/Leah Millis)
'É desrespeitoso quando as pessoas não chegam à mesa de negociações', disse Donald Trump (Foto: Reuters/Leah Millis)

"O presidente ordenou uma revisão da ajuda dos Estados Unidos à Autoridade Palestina, e à Cisjordânia e Gaza, para assegurar que esses fundos sejam gastos de acordo com os interesses nacionais dos EUA", disse neste sábado um funcionário do Departamento de Estado do país.

"Como resultado dessa revisão, a pedido do presidente, vamos redirecionar quase US$ 25 milhões inicialmente previstos para a rede de hospitais em Jerusalém Oriental. Estes fundos irão para projetos prioritários em outros lugares", acrescentou. A Organização de Libertação da Palestina (OLP) denunciou uma "chantagem política" contra "decência e moralidade humana".

"Ao retirar fundos vitais para hospitais em Jerusalém Oriental, como o hospital Augusta Victoria e o hospital oftalmológico Saint John, o governo dos EUA ameaça causar instabilidade e afetar seriamente milhares de pacientes palestinos" disse Hanane Achraoui, um oficial da OLP. Fontes próximas ao primeiro-ministro palestino denunciaram uma "decisão vergonhosa".

Cortes anunciados

O governo dos Estados Unidos já havia anunciado que deixaria de financiar a agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA), uma semana após a exclusão de mais de US$ 200 milhões em ajuda aos palestinos. Donald Trump disse na época que havia tomado essas decisões para forçar os palestinos a negociar.

"Os Estados Unidos pagaram-lhes grandes somas de dinheiro. Eu digo, você poderá ter esse dinheiro, mas não vamos pagá-lo até que tenhamos um acordo. Se não concluir um acordo, nós não pagamos não", disse Trump a líderes judeus em Washington. "É desrespeitoso quando as pessoas não chegam à mesa de negociações".

A Autoridade Palestina interrompeu o contato com Washington desde o reconhecimento por Donald Trump de Jerusalém como capital de Israel, no início de dezembro, e agora nega qualquer papel dos Estados Unidos como mediador no processo de paz.

O status da Cidade Santa é uma das questões mais difíceis no conflito israelo-palestino, com palestinos buscando fazer de Jerusalém Oriental a capital do seu Estado.

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