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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Vice-chanceler russo: terroristas produzem armas na Síria com ajuda material do exterior

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Oleg Syromolotov, falou com a Sputnik sobre a situação na província síria de Idlib, comentando como os radicais produzem armas e como se processam as ações antiterroristas da Rússia.


Sputnik

Os terroristas encontraram formas de produzir as armas na própria Síria, mas também recebem ajuda técnico-financeira do exterior, afirmou à Sputnik o vice-chanceler russo.

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Vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Oleg Syromolotov | Reprodução

Segundo o diplomata, durante os anos das ações militares na Síria e no Iraque vizinho, os radicais, segundo várias informações, teriam capturado documentação sobre a produção de armas químicas e fábricas químicas com equipamento especial, tendo igualmente recrutado especialistas em química civis e militares para produzir armas deste tipo.

Ao mesmo tempo, sublinhou Syromolotov, "vem chegando certa ajuda material e técnica do exterior".

Falando da situação em Idlib, o vice-chanceler afirmou que os militantes aproveitaram a criação da zona de desescalada na província e se instalaram lá, começando a realizar ataques contra os civis e zonas de baseamento das forças russas. A Rússia, avançou, "não tem como não reagir a tal agressão", mas leva em consideração que em Idlib estão igualmente civis e grupos de oposição armados não envolvidos nas ações terroristas, que poderiam participar do processo de regularização na Síria.

"Quanto às características das ações antiterroristas em Idlib, as operações deste tipo são preparadas minuciosa e secretamente com a participação de todas as partes […] Ao mesmo tempo, são tomados em conta todos os aspectos humanitários, inclusive para diminuir os danos entre os civis e na infraestrutura", comentou Syromolotov, ressaltando que nem os militares nem os diplomatas podem revelar tudo sobre este tipo de operações.

À medida que o número de terroristas está sendo reduzido, acrescentou, a Rússia diminui sua presença no país árabe.

"A Rússia continua reduzindo sua presença na Síria à medida que continua a liquidação dos terroristas restantes e as Forças Armadas sírias estão se fortalecendo", disse Syromolotov.

O território da província síria de Idlib praticamente não é controlado pelo governo. Há militantes da oposição armada, assim como, segundo Moscou e Damasco, terroristas que periodicamente atacam as posições das tropas do governo.

Nos últimos dias, a situação em torno da Síria se agravou. O Ministério da Defesa russo informou em várias ocasiões que os terroristas assim como a ONG Capacetes Brancos estão preparando uma provocação em Idlib para culpar Damasco do uso de armas químicas contra civis.

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