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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

Análise: EUA 'ficam com mãos desatadas' ao se retirarem do tratado nuclear

O ex-líder soviético Mikhail Gorbachev disse que a retirada dos EUA do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) "é inadmissível". Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista russo Lev Klepatsky avaliou o posicionamento dos EUA sobre a questão.


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A saída dos EUA do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário seria um erro, declarou o ex-líder soviético, que assinou o tratado em 1987 com o presidente Reagan, acrescentando que as decisões atingidas no quadro do acordo se tornaram uma grande vitória naquele tempo.

Bandeira dos Estados Unidos da América
© Foto : Pixabay

Ele sublinhou que "este assunto tem sido adiado, o processo de eliminação das armas nucleares parou", mas, em vez de continuar a apoiar o desarmamento, os políticos tomam tais decisões.

Em 20 de outubro, Donald Trump declarou a intenção dos EUA de se retirar o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, explicando-a com alegadas violações da parte russa das condições do acordo.

O assessor de segurança nacional dos EUA, John Bolton, apoia a ideia. Nesta segunda-feira (22), ele terá um encontro com o chanceler russo Sergei Lavrov. No decorrer da sua visita a Moscou, ele se encontrará também com o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev, e o presidente russo, Vladimir Putin.

Segundo o porta-voz do presidente russo, Putin e Bolton discutirão, evidentemente, a questão de mísseis de curto e médio alcance, sendo necessário obter algumas explicações da parte norte-americana.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o professor Lev Klepatsky, da Academia Diplomática do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, avaliou a posição da parte norte-americana sobre o assunto.

"Se retirando desse acordo, os EUA ficam com as mãos desatadas. Eles estão revisando os planos de armamento das Forças Armadas. Uma vez que esse tratado impede o programa, então eles o abandonam. É uma lógica simples. Não são assuntos políticos, são assuntos de rearmamento das Forças Armadas", comentou Lev Klepatsky.

Para o especialista, os norte-americanos, tal como é hábito, acusam a Rússia de alegadamente violar esse tratado, o que é um pretexto para sair. "Na verdade, o acordo simplesmente é um estorvo, e eles seguirão seus próprios interesses e não os acordos internacionais".

"Será necessário vermos a que ponto isso irá influir sobre a nossa segurança, mas não nos devemos envolver na corrida. É preciso encontrar respostas simétricas, mas não nos comportarmos tal como o governo soviético, sem pânico", concluiu o especialista russo.

O Tratado INF foi assinado em 1987 pelo ex-presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachev, e pelo então presidente norte-americano, Ronald Reagan, que concordaram em destruir todos os mísseis balísticos de lançamento do solo ou com alcance entre 500 e 5.500 km.

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