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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Bases militares russo-bielorrussas seriam criadas em resposta a planos dos EUA e Polônia?

A Rússia e Bielorrússia poderiam dar passos conjuntos em resposta aos planos da Polônia e dos EUA de posicionar uma base militar permanente cerca das fronteiras da União de Estados (da Rússia e Bielorrússia), declarou à Sputnik o especialista bielorrusso Pyotr Petrovsky.


Sputnik

No domingo (21), em entrevista a uma televisão bielorrussa, o embaixador da Rússia no país, Mikhail Babich, afirmou que qualquer agressão ao território bielorrusso será considerada uma agressão direta à própria Rússia.


Helicóptero Mi-8 da Força Aérea da Bielorrússia durante os preparativos para as manobras Zapad 2017
Mil Mi-8 da Força Aérea da Bielorrússia © Sputnik / Viktor Tolochko

Pyotr Petrovsky opina que a declaração de Babich pode ser considerada como uma confirmação de que a Rússia está pronta a cumprir suas obrigações no âmbito da União de Estados.

"Nós podemos falar que hoje já estão sendo elaboradas as possíveis medidas de resposta que contribuirão para manutenção da paridade político-militar das forças na região e para o impedimento do domínio de uma só força político-militar", comunicou Pyotr Petrovsky.

Segundo ele, isso "poderia ser um aumento da presença militar da Bielorrússia ao longo da fronteira polonesa-bielorrussa, bem como a criação de bases militares conjuntas russo- bielorrussas", o que não traria vantagens à iniciativa estratégica dos países da OTAN, particularmente, da Polônia e dos EUA.

O analista crê que as ações da Polônia e dos EUA "alteram completamente o equilíbrio das forças na região". Varsóvia e seu aliado de fato estão desencadeando uma corrida armamentista, militarizando o Leste da Europa e alterando o balanço de forças em direções estratégicas, antes de mais entre a Bielorrússia e a região de Kaliningrado.

Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou após reunir-se com o presidente da Polônia, Andrzej Duda, que seu governo considera o estabelecimento de uma base militar permanente em território polonês e que Varsóvia está disposta a pagar "bilhões de dólares" por essa instalação.

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