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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Bélgica opta por caças F-35 para reequipar sua Força Aérea, diz mídia

O governo belga decidiu adquirir caças F-35 Lightning II de quinta geração dos Estados Unidas para reequipar sua Força Aérea, segundo afirmam fontes citadas pela agência Belga.


Sputnik

Consórcio Lockheed Martin dos EUA (fabricante do F-35 Lightning II) e o consórcio britânico BAE Systems (caça Eurofighter Typhoon) foram em fevereiro de 2018 os únicos concorrentes para o reequipamento da Força Aérea belga com caças-bombardeiros de nova geração.


Caça norte-americano F-35B Lightning II
CC BY-SA 2.0 / Airwolfhound / F-35B Lightning II

O intuito é substituir a frota de caças F-16 que estão em serviço na Força Aérea belga desde o início dos anos 80. De acordo com informações divulgadas pela mídia, o governo belga planeja destinar um total de 15 bilhões de euros para a compra e manutenção dos novos 34 caças-bombardeiros.

"De acordo com várias fontes do governo, a decisão já foi tomada em favor do F-35", diz uma comunicação da agência Belga.

A agência observa que o gabinete está agora "definindo a fórmula para justificar essa decisão", que não é favorável ao projeto europeu.

De acordo com o primeiro vice-prefeito da comuna belga Ottignies-Louvain-la-Neuve, o economista Cédric du Monceau, a possível decisão do governo belga em optar por comprar caças F-35 Lightning II dos EUA é desfavorável tanto para a economia da Bélgica quanto para a economia da União Europeia em geral.

Ao mesmo tempo, du Monceau informou também que a decisão final das autoridades belgas "será um forte ato político que demonstrará ou não a disposição de consolidar nossa escolha a favor da moeda comum e de uma política industrial favorável ao emprego e à inovação".

Em setembro de 2017, a gigante da indústria aeronáutica norte-americana Boeing (fabricante do caça-bombardeiro Super Hornet F/A-18) e a sueca Saab (JAS-39E Gripen) anunciaram que se recusariam a continuar participando do concurso para fornecimento de novas aeronaves de combate.

A França também se retirou da competição, propondo a Bruxelas o caça Rafale F3R da Dassault em troca de uma "parceria profunda e estrutural" na implementação pela França e Alemanha de um plano conjunto para criar uma nova geração de aviões de combate até 2040 no contexto de desenvolvimento da defesa europeia.

Está previsto que o primeiro caça F-16 da Força Aérea Belga seja descomissionado em 2023 e até 2028 todas as aeronaves deste modelo serão desativadas. A assinatura do contrato de fornecimento é esperada ser concluída até o início de 2019.

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