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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Bolton diz que arsenal da China viola tratado sobre armas nucleares

O assessor de segurança nacional dos Estados Unidos, John Bolton, denunciou nesta terça-feira que o governo da China viola o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF).


EFE

Moscou - Em entrevista coletiva em Moscou, Bolton explicou algo em torno de um terço ou metade do arsenal nuclear chinês viola o tratado assinado em 1987 entre a extinta URSS e os EUA.


EFE/ Sergei Ilnitsky
John Bolton | EFE/ Sergei Ilnitsky

Bolton destacou que atualmente "há uma nova realidade estratégica" que não está contemplada no tratado que data dos tempos da Guerra Fria. O assessor também mencionou a China e a Coreia do Norte como novas partes dessa realidade.

"Atualmente existe uma nova realidade estratégica e há novas necessidades e exigências que não fazem parte dos postulados do tratado existente", disse Bolton, ao acrescentar que essa nova situação preocupa da mesma maneira os russos e os americanos.

Segundo ele, os EUA ainda não fizeram uma "declaração oficial" de abandono do tratado INF, mas a denúncia deste acordo não destruirá a estabilidade estratégica, como não aconteceu com a saída de Washington do tratado sobre a defesa antimísseis.

"Veremos primeiro qual é a situação real. O tratado foi transgredido, está obsoleto e não abrange absolutamente todas as partes interessadas", analisou Bolton ao destacar que apenas os Estados Unidos cumpriram o INF.

"Só um país está constrangido pelo INF: os Estados Unidos", ressaltou.

Bolton declarou que a Rússia iniciou, em 2008, testes com mísseis de cruzeiro com um alcance proibido pelo INF e "tentou ocultar" a atividade. Os EUA denunciaram o caso em maio de 2013 e, desde então, o assunto se tornou ponto de discussão com o governo russo.

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