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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

'Caos total na área de armas nucleares': senador russo prevê consequências do fim do INF

Ao se retirarem do primeiro tratado de redução dos arsenais nucleares, os EUA destroem um dos pilares do equilíbrio estratégico, acredita o chefe do Comitê Internacional do Conselho da Federação (Senado) da Rússia, Konstantin Kosachev.


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Na sequência da declaração de Donald Trump em que o presidente estadunidense revelou sua intenção de sair do histórico Tratado INF, o parlamentar russo advertiu que esse passo poderia acarretar consequências catastróficas e aumentar significativamente o risco de conflito nuclear.


Base militar americana com armas nucleares (foto de arquivo)
© AP Photo / Juan Carlos Llorca

"Pois em um conflito nuclear, que estará muito mais próximo após uma saída unilateral dos EUA do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, poucos conseguiriam sobreviver", escreveu ele na sua página do Facebook.

De acordo com ele, "não há dúvida nenhuma" que os norte-americanos estão buscando quaisquer oportunidades para destruir o sistema de acordos nucleares elaborado na época da Guerra Fria.

"Os EUA deixaram de precisar da paridade. Os norte-americanos estão visando uma supremacia militar unilateral no campo de armamentos nucleares e convencionais para impor sua vontade e seus interesses ao mundo", opinou o político, observando que esse processo começou ainda em 2002, com a saída do governo de George W. Bush do Tratado sobre Mísseis Antibalísticos e posterior expansão da OTAN.

O parlamentar fez questão de sublinhar que, embora ambas as partes tenham se acusado mutuamente de violar o acordo, as pretensões dos EUA continuam "vagas".

Enquanto isso, Moscou apresenta provas reais dessas violações: instalação dos sistemas de mísseis americanos na Polônia e Romênia, entre muitas outras, inclusive a construção de novos tipos de armamentos nucleares.

Ao falar das possíveis consequências "catastróficas" da saída, sublinhando que isso colocaria em risco toda a humanidade, Kosachev escreveu:

"Primeiro, do ponto de vista militar. Para os EUA será possível colocar mísseis de baseamento terrestre em proximidade imediata das fronteiras russas […] Vale ressaltar que, ao contrário do ano de 1987, se tratará não da Alemanha ou Holanda, mas da Polônia e dos países do Báltico, e isso significa centenas de quilômetros [mais perto] do ponto de vista das ameaças ao nosso território."

Além disso, argumentou, a eliminação desse acordo eliminaria todas as perspectivas de prolongar o tratado START, que expira em 2021, o que já pode acarretar o desmantelamento total do sistema de não proliferação nuclear e a ameaça de "caos total na área de armas nucleares".

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