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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

China cancela reunião com o secretário de Defesa dos EUA

Os meses de disputas diplomáticas e econômicas entre Pequim e Washington não deram sinais de melhora. Autoridades chinesas teriam cancelado reunião com o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, esfriando as esperanças de normalização das relações entre as duas maiores potências econômicas do mundo.


Sputnik

De acordo com um artigo do The New York Times citando um funcionário militar anônimo, a China cancelou conversas diplomáticas e de segurança em Pequim com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, previstas para meados de outubro porque um oficial militar sênior não estaria disponível para se encontrar com ele. O lado chinês havia elogiado anteriormente o encontro como uma oportunidade para que as relações entre os países se normalizassem.

O secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis e o ministro da Defesa da China, Wei Fenghe juntos durante uma cerimônia de boas-vindas no Edifício Bayi, em Pequim.
James Mattis e o Ministro da Defesa da China Wei Fenghe © AP Photo / Mark Schiefelbein

Separadamente, o jornal informou que o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, deve usar da palavra nesta semana, concentrando-se nas preocupações da Casa Branca com as políticas da China. Ainda na semana passada, um porta-voz do Ministério da Defesa da China acusou os EUA de realizar voos “provocativos” sobre o Mar do Sul da China, exacerbando assim uma briga militar entre as duas nações.

A questão comercial também permaneceu motivo de discórdia nas relações bilaterais, sobretudo após a imposição de US$200 bi em tarifas a produtos manufaturados chineses impostas por Trump. Em resposta, a China impôs tarifas recíprocas no valor de dezenas de bilhões de dólares.

Washington também impôs limites a uma empresa militar estatal chinesa para a compra de armas da Rússia e iniciou vendas de cerca de US$ 330 milhões em equipamentos militares para Taiwan, interpretado por Pequim como desrespeito à política de "Uma Só China". A China emitiu uma nota de protesto contra o movimento.

Na semana passada, Trump afirmou em um encontro do Conselho de Segurança da ONU em Nova York que a China estava interferindo nas eleições legislativas de 2018, visando intencionalmente prejudicar candidatos republicanos. A China respondeu afirmando que "não quis e não vai interferir nos assuntos domésticos de qualquer país".

De acordo com a fonte ouvida, não está claro se foram os episódios da semana passada que provocaram a decisão chinesa de abandonar a reunião planejada.

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