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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Como uma “frota de lunáticos” russos quase desencadeou uma guerra contra a Grã-Bretanha

Erro de alguns marinheiros colocou Império Russo à beira da guerra contra o Britânico em 1904. Isso poderia ter levado os países a nunca se tornarem aliados, alterando os rumos da Primeira Guerra Mundial.


Boris Egorov | Russia Beyond

Durante a Guerra Russo-Japonesa, um esquadrão naval russo poderia certamente ser batizado como a “frota dos condenado”, porque seu destino era ser praticamente varrido da face da Terra durante a Batalha de Tsushima. Além disso, a caminho desse infeliz confronto, o esquadrão quase iniciou uma guerra com a Grã-Bretanha.


Incidente do banco Dogger | Legion Media

Em 2 de outubro de 1904, o Segundo Esquadrão do Pacífico deixou os portos bálticos da Rússia rumo ao Extremo Oriente. Mais de 30 navios de guerra foram enviados para lutar pela honra e interesses do Império Russo.

No entanto, antes de chegar ao seu destino, os marinheiros russos causaram o chamado incidente do Banco Dogger, que quase levou a Grã-Bretanha a declarar guerra à Rússia.

Uma viagem enervante

A frota russa teve que percorrer um longo caminho pela Europa para chegar à Ásia. Antes da partida, os comandantes foram avisados ​​de que os submarinos e navios de guerra japoneses, inclusive camuflados como navios mercantes, poderiam atacá-los a qualquer momento durante a viagem.

Desde o início, as tripulações ficaram preparadas para entrar em combate, e, em todos os navios que passavam perto deles, os marinheiros russos viam um potencial inimigo. “Os oficiais procuravam luzes pouco visíveis no horizonte e qualquer sinal de navios suspeitos”, lembrou Vladímir Kostenko, oficial do navio de guerra Oriol.

Essa angústia criada pela perspectiva de ser atacado no momento em que menos se esperava tomou conta não apenas dos oficiais, mas de toda a tripulação. “Os marinheiros usavam qualquer desculpa para falar com os oficiais sobre o assunto, que acabou se disseminando por todo o navio”, acrescentou Kostenko.

Quando a frota passou pela Dinamarca, um navio informou que ter avistado dois balões japoneses. Embora essa informação nunca tenha sido confirmada, o nível de ansiedade aumentou significativamente.

Erro fatal

A tensão que consumia as tripulações enfim encontrou uma liberação inesperada, cujas consequências aterrorizaram os próprios marinheiros.

Durante a noite nublada de 21 de outubro, o esquadrão entrou na área do chamado banco Dogger, um grande depósito glacial de terra e rochas na costa da Inglaterra, onde se depararam com um grupo de navios desconhecidos que os russos confundiram torpedeiros japoneses. Navios imperiais abriram fogo freneticamente.

Os navios de guerra foram tomados pelo caos. Na mais completa escuridão, dispararam seus grandes canhões e abriram fogo com metralhadoras, como se o inimigo estivesse atacando – o que não absolutamente não aconteceu.

“Recebemos nosso batismo de fogo, mas não sabíamos com quem estávamos lutando”, escreveu Kostenko.

Os russos logo perceberam o erro. Os “torpedeiros japoneses” eram, na verdade, barcos de pesca britânicos. Como resultado da “batalha”, um arrastão foi afundado, e outros cinco ficaram danificados. Dois pescadores foram mortos, e seis, feridos.

As forças russas também sofreram perdas. O futuro símbolo da Revolução Russa, o cruzador Aurora, foi atingido por fogo amigo, ferindo fatalmente um padre a bordo. 


Cruzador Aurora | Arquivo

Grã-Bretanha pronta para a guerra

A sociedade britânica ficou indignada com o incidente, e a imprensa local ridicularizou os russos, chamando-os de “piratas” e “frota de lunáticos” e exigindo a entrega dos oficiais responsáveis.

“É quase inconcebível que qualquer homem que se intitule marinheiro, não importa o quão assustado você esteja, possa gastar vinte minutos bombardeando uma frota de barcos de pesca sem descobrir a natureza de seu objetivo”, escreveu o “Times”.

Cerca de 30 navios da Marinha britânica receberam ordens para se preparar para a guerra, enquanto outra unidade naval, liderada pelo cruzador HMS Lancaster, partiu atrás dos navios russos que se encontravam no porto espanhol de Vigo e, em seguida, continuou seguindo-os de perto até as Ilhas Canárias.

“Fomos obrigados a tolerar silenciosamente a insultante ‘escolta’, e os marinheiros [russos] não pararam de soltar palavrões enquanto observavam o comportamento desafiador dos ingleses”, relembrou Kostenko. Dessa forma, as relações entre os dois países atingiram seu ponto mais baixo em últimos 20 anos.


Impacto causado pela frota russa no pesqueiro britânico St Moulmein Arquivo

Solução pacífica

Para evitar a guerra, a Rússia e a Grã-Bretanha sentaram-se à mesa de negociações, e uma comissão internacional independente foi criada para investigar o incidente.

Os resultados de quase dois meses de trabalho, no entanto, foram tão vagos que não satisfizeram nem os britânicos nem os russos. Foi proclamado que a Rússia era responsável pela morte dos marinheiros. Por outro lado, as ações dos marinheiros russos foram justificadas pela situação, uma vez que se esperava um possível ataque.

O conflito foi enfim resolvido quando a Rússia concordou em pagar aos pescadores britânicos uma compensação no valor de 66 mil libras esterlinas.

Ambos os países conseguiram evitar a guerra, mas o mais importante foi que, dois anos depois, eles assinaram a Convenção Anglo-Russa e se tornaram aliados próximos, desfrutando de uma parceria estratégica por mais de uma década, até que a queda da monarquia na Rússia, em 1917.

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