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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Dimensão 22 completa um ano: conceito sintetiza a responsabilidade de atuação da FAB em sua missão

Nesta quarta-feira (03/10), a Dimensão 22 completou um ano. 


Tenente Felipe Bueno / Major Alle | Agência Força Aérea | DefesaNet

A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou, em 2017, o conceito que sintetiza a responsabilidade de atuação da Instituição em sua missão de manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional, com vistas à defesa da Pátria, em uma área de 22 milhões de km2, com as ações de Controlar, Defender e Integrar.


A divulgação, por meio de uma campanha, ocorreu tanto para o público interno - com a distribuição de guias de bolso, cadernos, calendários e agendas - quanto para o público externo, com um vídeo institucional em inglês e em espanhol e um vídeo publicitário sendo exibido nas emissoras de televisão aberta.

Em parceria com os Correios, a FAB lançou, também, o selo postal e o carimbo comemorativos. Já em 2018, foi procedida a fase inicial da disposição do adesivo da campanha Dimensão 22, a partir das aeronaves P3-Orion, da Aviação de Patrulha; o C-95 Bandeirante, da Aviação de Transporte; o F-5, da Aviação de Caça; e o H-36 Caracal, da Aviação de Asas Rotativas.

As aeronaves pertencem, respectivamente, ao Esquadrão Orugan (1º/7º GAV), ao Esquadrão Pioneiro (3º ETA), ao Esquadrão Jambock (1º GAVCA) e ao Esquadrão Puma (3º/8º GAV), sediados na Ala 12, no Rio de Janeiro (RJ).

Os 22 milhões de km2 são compostos por cerca de 8,5 milhões de km2, que correspondem ao território nacional; uma zona econômica exclusiva de 3,5 milhões de km2 e mais uma área de quase 10 milhões de km2 sobre o Oceano Atlântico, em que o Brasil é responsável por ações de controle de tráfego aéreo e busca e salvamento, em cumprimento a acordos internacionais.

Controlar, Defender e Integrar

A FAB é responsável por Controlar o tráfego aéreo nos 22 milhões de km2, além de cumprir missões de busca e salvamento para localizar e salvar pessoas em perigo na terra ou no mar.

Para isso, conta com Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle do Espaço Aéreo, diversas Torres de Controle de Aeródromo, vários Destacamentos de Controle do Espaço Aéreo e profissionais atuando no controle de tráfego 24 horas por dia, 365 dias por ano.

O Defender refere-se à garantia da soberania do espaço aéreo que inclui toda a extensão do território nacional e a zona econômica exclusiva. A FAB defende essa área com Unidades Operacionais em regiões estratégicas por meio das aviações de Caça, Transporte, Patrulha Marítima, Reconhecimento Aéreo e Alerta Aéreo Antecipado, além das ações terrestres de Contraterrorismo, Garantia da Lei e da Ordem e Defesa Antiaérea.

Já o Integrar faz referência às diversas missões da FAB em todo o território nacional. São ações de transporte de órgãos, evacuação aeromédica, transporte aéreo logístico, transporte de urnas eleitorais, construção e recuperação de aeroportos e ações cívico-sociais nas áreas de saúde, educação, esporte, cultura e lazer, entre outras, que levam direitos fundamentais à população carente em regiões de difícil acesso do País.

Histórico

A primeira versão do conceito Dimensão 22 foi criada em 2013 como um referencial para o binômio “controle e defesa” e apoiado pelo slogan "Quem controla e defende, protege", utilizando o verbo proteger de forma a fazer a necessária associação como as “Asas que protegem o País”.

O motivo foi realçar a atuação da FAB no país, cuja geopolítica é reconhecida mundialmente. O Brasil é o 5° maior país do planeta, com 8.515.767,049 km2 de área. Estes mais de 8,5 milhões de km2 representam a metade da América do Sul.

Tem, ainda, mais de 23 mil quilômetros de fronteiras, mas quando falamos de Força Aérea, isso é só o começo. A abrangência de atuação da Força Aérea foi muito além dos ares, atingindo o espaço com o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) em 2017.

Além da ampliação no setor aeroespacial com o Projeto Estratégico de Satélites Espaciais (PESE) fazendo a transição de uma Força Aérea para uma Força Aeroespacial. Além disso, a FAB passou por uma das maiores reestruturações organizacionais de sua história com a publicação, em 2016, da DCA 11-45 - Concepção Estratégica - Força Aérea 100, que trouxe também uma mudança na missão-síntese da FAB com a inserção da integração do território brasileiro em seu escopo.

Diante deste contexto, no ano de 2017, o Comandante da Força Aérea observou a necessidade de relançar o conceito da Dimensão 22 para divulgar ao público interno e à sociedade brasileira o cenário positivo, presente e futuro, da Instituição. Foi então realizada uma atualização conceitual da proposta lançada em 2013, à luz da DCA 11-45, com o cuidado de manter o propósito para o qual o conceito foi criado: o público geral, incluindo o não especializado em assuntos aeroespaciais.

A forma e o conteúdo do conceito foram adaptados para a realidade atual da FAB. Houve então a incorporação do verbo INTEGRAR, juntando-se ao CONTROLAR e ao DEFENDER, resumindo em três verbos de ação a missão-síntese da FAB, trazendo várias ideias-força de integração do País tais como: transporte aéreo logístico, transporte de órgãos e tecidos, ações cívico-sociais, ações humanitárias, transporte de urnas eleitorais e construção de pistas.

Juntamente com o conceito, surgiu também o primeiro grito de guerra da FAB: “Controlar! Defender! Integrar! Força Aérea, Brasil!”.

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