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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Documento 'secreto' de Israel detalha plano russo para salvar Irã das sanções, diz mídia

Segundo referências de um documento secreto do Ministério das Relações Exteriores de Israel, citado pela edição israelense Mako, Rússia irá ajudar Irã a construir um mecanismo para contornar as sanções dos Estados Unidos.


Sputnik

O mecanismo teria sido aceito pelos chefes de Estado da Rússia, Irã e Turquia no âmbito da cúpula trilateral na capital iraniana no dia 7 de setembro.


Documento secreto do MRE de Israel descreve como a Rússia planeja ajudar Irã a subverter novas sanções dos EUA contra o petróleo iraniano; como vai funcionar?​

A autora da matéria, Dana Weiss, publicou no Twitter que Teerã irá entregar seu petróleo para as refinarias russas no mar Cáspio, e então o hidrocarboneto será enviado para o mercado internacional como russo. A jornalista adiciona que a criação desta estratégia será apoiada pelos países europeus que querem manter o acordo nuclear com Irã.

Em uma declaração conjunta entre cinco países-membros (Grã-Bretanha, Alemanha, França, China, Rússia) e Irã, foi informado que a UE criaria um sistema financeiro para realizar transações com Teerã, ignorando, dessa forma, as sanções dos EUA.

Em 14 de julho de 2015, o Irã junto com seis países (Rússia, EUA, Grã-Bretanha, China, França e Alemanha), chegou a um acordo histórico sobre a resolução do problema nuclear iraniano, onde foi adotado o Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA), cuja execução cancelou sanções econômicas e financeiras anteriormente impostas ao Irã pelo Conselho de Segurança da ONU, Estados Unidos e União Europeia.

Em maio, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou saída de Washington do acordo nuclear e aplicação de sanções contra o Irã e contra qualquer país que mantenha negociações com o país árabe. Os integrantes, que não saíram do acordo, continuam desenvolvendo medidas para proteger suas empresas das sanções americanas.

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