Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Embraer diz ser prematuro antecipar termos de possível joint venture com Boeing para cargueiro militar

A Embraer disse ser prematuro antecipar os termos e condições de uma eventual joint venture com a norte-americana Boeing para aumento das vendas do cargueiro militar KC-390, de acordo com comunicado divulgado nesta terça-feira pela fabricante brasileira de aeronaves.


Raquel Stenzel | Reuters | DefesaNet

Em resposta a pedido de esclarecimento sobre notícia publicada na mídia, a Embraer disse que o memorando de entendimento assinado com a Boeing prevê, em caráter genérico, a possibilidade de uma segunda joint venture, que vem sendo discutida em paralelo à combinação dos negócios de aviação comercial, mas que até o momento não tem nada definido. “Nesse contexto, as negociações entre Embraer e Boeing vêm avançando, registrando a Embraer, contudo, que ainda não existem novos documentos celebrados além do memorando de entendimentos”, disse a Embraer.

Embraer KC-390

O jornal Valor Econômico publicou na segunda-feira que a Boeing e a Embraer negociam a instalação de uma linha de montagem do novo cargueiro militar KC-390 nos Estados Unidos, e que a Embraer seria controladora da joint venture, com cerca de 51 por cento do capital.

A Embraer disse ser prematuro antecipar os termos e condições da joint venture potencial específica, inclusive sua localização e participação acionária, e até mesmo se ela virá efetivamente a se concretizar. “Da mesma forma, não é possível, no momento, fazer qualquer comentário a respeito do impacto dessa joint venture adicional sobre as vendas do KC-390 ou sobre os resultados da Embraer”, disse a empresa brasileira.

Sindicato reforça campanha contra joint venture entre Embraer e Boeing¹

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que representa funcionários da Embraer, vai intensificar a campanha contra a parceria da fabricante brasileira com a norte-americana Boeing. Depois de notícias sobre o teor das conversas entre as empresas no âmbito da segunda joint venture anunciada em julho, envolvendo o avião multimissão KC-390, os sindicalistas vão novamente procurar o governo para pedir veto à operação.

Temendo um movimento semelhante ao do caso do jato executivo Phenom - cuja montagem foi totalmente transferida para Melbourne, nos Estados Unidos, em 2016 -, o grupo acredita que cerca de mil empregos estariam ameaçados se a nova empresa de Defesa for criada e, no futuro, a montagem do KC-390 passe para solo americano.

Embora a ideia de uma nova empresa para produtos e serviços de Defesa já fosse conhecida, o assunto não tinha chamado a atenção do sindicato até agora. No memorando de entendimentos divulgado em 5 de julho, Embraer e Boeing comentavam genericamente a joint venture na área, destinada a "promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações" para o KC-390. No dia que o acordo foi anunciado, os executivos da Embraer fizeram breves comentários sobre essa joint venture, observando apenas que ela aprofundaria a parceria comercial já existente com a Boeing no KC-390 e que a empresa teria a brasileira como sócia majoritária.

Já no memorando de entendimentos "integral" de 5 de julho, mantido em sigilo pelo Ministério Público do Trabalho até o início de setembro, Embraer e Boeing falam em "esforços conjuntos em vendas, marketing, engenharia e colaboração industrial" no escopo da possível nova empresa.

Para o sindicato, há fortes chances de transferência total da montagem do cargueiro militar para os Estados Unidos se uma nova fábrica for aberta, como indicam as notícias veiculadas na imprensa.

Em conversa com o Broadcast, o diretor do sindicato, Herbert Claros, afirma que essa história lembra a do jato executivo Phenom, cuja produção foi transferida de São José dos Campos (SP) para Melbourne, nos Estados Unidos, em 2016. "Quando a fábrica foi para Melbourne, o sindicato se manifestou contrário e a Embraer disse a mesma coisa que ela está dizendo agora: que era somente uma fábrica de apoio nos Estados Unidos. E, hoje, o Phenom não tem nada feito no Brasil", diz o sindicalista, acrescentando que, com a linha na Flórida, são cerca de 1,5 mil postos de trabalho a menos no Brasil.

Na visão de Herbert Claros, não haveria motivos para a Embraer manter duas unidades para montagem do KC-390. Ele estima que 800 a 1 mil funcionários da empresa em Gavião Peixoto (SP) - planta responsável pela unidade de Defesa - perderiam o emprego se a proposta da fábrica norte-americana (atrelada à joint venture) avançar.

O sindicalista reitera que irá procurar novamente os presidentes da República, Senado e Câmara para pedir o veto do governo ao acordo com a Boeing, que envolve ainda a joint venture em aviação comercial com fatia majoritária de 80% da norte-americana. Ele aponta que o programa do KC-390 é especialmente sensível porque recebeu dinheiro público para se viabilizar. "Para nós, a golden share (ação de classe especial detida pelo governo) tem que ser usada nesse caso".

Procurada, a Embraer afirma que "são totalmente infundadas" as especulações sobre desativação da linha de produção do KC-390 em Gavião Peixoto e sobre redução de empregos. "A empresa confirma que a produção da aeronave será mantida nesta planta", diz em nota enviada ao Broadcast.

Nesta terça-feira, 2, em comunicado, a Embraer afirmou ser "prematuro" antecipar os termos e condições da possível joint venture em Defesa, "inclusive sua localização e participação acionária da Embraer e, até mesmo, se ela virá efetivamente a concretizar-se".

Há mais de dez anos em desenvolvimento, o programa do jato militar multimissão realiza sua primeira entrega em 2018. Conforme a Embraer, a Força Aérea Brasileira (FAB) recebe o primeiro KC-390 até o final do ano e a entrada em serviço da aeronave acontecerá em 2019.

Aviso de greve

Em campanha salarial, os metalúrgicos da Embraer aprovaram aviso de greve em assembleia realizada nesta terça-feira, 2. A informação é do sindicato da categoria em São José dos Campos (SP), que representa funcionários da fabricante brasileira.

"A mobilização tem como principal objetivo pressionar a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que negocia pela Embraer, a apresentar proposta de reajuste salarial e renovação dos direitos previstos na Convenção Coletiva", observa o grupo, em nota.

Segundo o sindicato, a Fiesp não iniciou as discussões econômicas da campanha salarial e pretende "retirar direitos" da Convenção Coletiva, como a estabilidade no emprego para trabalhadores lesionados. A proposta apresentada pela Fiesp - e rejeitada pelos metalúrgicos - também envolve a "terceirização irrestrita" na Embraer e redução do adicional noturno, dizem os trabalhadores.

¹por Letícia Fucuchima - Terra

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas