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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
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Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Entenda as chances de Argentina ameaçar soberania britânica nas Malvinas

Atualmente vem sendo discutida uma suposta invasão às ilhas Malvinas pelo Exército argentino. Para esclarecer o caso, a Sputnik Mundo conversou com especialistas e veteranos de ambos os lados do conflito.


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Recentemente foi publicado pelo jornal britânico Express diversos artigos alegando que a Argentina estaria realizando exercícios militares, onde estariam simulando uma invasão às ilhas Malvinas. Para o veterano general britânico, Julian Thompson, que participou do conflito de 1982, o desembarque poderia ser realizado caso o partido trabalhista, que é o principal movimento opositor no Reino Unido, chegasse ao poder.


Soldados argentinos no Monumento aos Soldados Caídos durante a Guerra das Malvinas, Argentina, 2 de abril de 2007
Militares argentinos © AP Photo / Eduardo Di Baia

Segundo o veterano, "é improvável que Jeremy Corbyn [líder do partido trabalhista] utilize a força militar para defender as ilhas". Entretanto, o membro da Assembleia Legislativa das Malvinas, Mark Pollard, confessou ao Express que teme a "constante ameaça da Argentina".

O coronel aposentado, Omar Locatelli, formado em História da Guerra, afirmou à Sputnik que "as Forças Armadas da Argentina de modo algum pensam em invadir as Malvinas e que os exercícios foram realizados para celebrar os 200 anos da batalha de Maipú, que ocorreu em solo chileno, ocasionando na independência do Chile. Além disso, as Forças Armadas da Argentina estão focadas na luta contra o narcotráfico e outros crimes derivados, especialmente em suas fronteiras".

Já o veterano Edgardo Estevan afirmou que esse boato "é uma estupidez", pois atualmente há um acordo com o Reino Unido e não há nenhuma questão a ser tratada sobre a soberania das Malvinas.

Sobre a cúpula do G20, que ocorrerá em algumas semanas e contará com a presença da primeira-ministra britânica Theresa May, o veterano afirma que "opta pela paz, pelo diálogo, respaldo e pelas resoluções entre todos os órgãos internacionais e regionais para um diálogo com o Reino Unido, pois a soberania sobre as ilhas Malvinas é um direito de toda a América Latina, e não somente da Argentina" e que "essas notícias [sobre a invasão] é um absurdo, já que as Forças Armadas da Argentina estão desmanteladas".

Pelo lado britânico, o doutor Alasdair Pinkerton, professor da Universidade Royal Holloway de Londres, destacou que é preciso recordar que exercícios militares sempre ocorrem, inclusive o Reino Unido participa de diversas eventualidades, portanto, essas práticas militares podem ser vistas como cotidianas.

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