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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Erdogan adverte Riad para que não acoberte culpados pela morte de Khashoggi

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, advertiu nesta terça-feira o governo saudita para que não tente atrasar a investigação do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi nem tente acobertar seus responsáveis.


EFE

Istambul - "Não deixaremos este assunto para trás. Se o deixássemos, estaríamos em dívida com a humanidade, com a consciência", disse Erdogan à agência turca "Anadolu" após um discurso no parlamento de Ancara.


EFE/ Erdem Sahin
EFE/ Erdem Sahin

"É preciso resolver isto, não faz sentido despistar. Também não faz sentido acobertar ninguém para salvá-lo", acrescentou o presidente turco.

Nesse sentido, lembrou que o promotor-chefe saudita encarregado da investigação do assassinato chegou domingo a Istambul e se reuniu ontem com o promotor turco.

Um dos pontos-chave da investigação turca é uma equipe de 15 agentes sauditas que chegou a Istambul no dia 2 de outubro, data do desaparecimento de Khashoggi no consulado do seu país nesta cidade, e que retornou aquela mesma noite a Riad.

A Arábia Saudita deteve estas 15 pessoas, assim como outras três que viajaram no dia anterior, mas ainda não há informação de que tenham sido indiciados por algum crime.

"Ficam várias perguntas a responder. Primeiro, quem enviou esse grupo de 15 pessoas? O senhor, que é promotor-chefe saudita, deve investigar, deve descobrir. Segundo, o autor do homicídio é, com certeza, um destes 18. Isto o senhor também deve descobrir", frisou Erdogan.

O presidente turco salientou, além disso, que o promotor de seu país tinha comunicado a seu colega saudita a disposição do Judiciário da Turquia de julgar os envolvidos em Istambul, por ser o local do crime, algo que Ancara já havia pedido reiteradamente na semana passada.

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