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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Especialista: EUA declaram indiretamente guerra à Rússia e Irã na Síria

Discursando nesta quarta-feira (25) em Pequim, o vice-ministro da Defesa russo, Aleksandr Fomin, afirmou que os drones que atacaram a base russa na Síria de Hmeymim foram coordenados a partir de um avião de reconhecimento P-8 Poseidon dos EUA.


Sputnik

Quando os drones foram afetados pelos sistemas russos de interferência eletrônica, os aparelhos passaram a ser operados em regime manual, sendo controlados pelo avião norte-americano.


Soldado norte-americano, à esquerda, sentado em veículo blindado perto da tensa linha de frente entre o Conselho Militar de Manbij, apoiado pelos EUA, e os combatentes apoiados pelos turcos, em Manbij, norte da Síria, 4 de abril de 2018
Tropas dos EUA na Síria © AP Photo / Hussein Malla

Em entrevista à Sputnik Persa, os cientistas políticos especialistas em assuntos do Oriente Médio, Hosein Rouivaran e Hasan Hanizadeh, apontaram que os EUA têm como objetivo expulsar a Rússia e o Irã do território sírio, enquanto o ataque com drones pode ser considerado como uma provocação.

De acordo com Rouivaran, a presença dos EUA na margem leste do rio Eufrates é uma ocupação militar, já que os EUA violaram o princípio de integridade territorial da Síria.

"Trata-se de uma nova tática dos EUA. Eles dirigem drones que atacam as bases russas. Ultimamente, estes casos têm sido frequentes. Tal comportamento dos EUA é uma provocação que, infelizmente, pode levar ao aumento das tensões e resultar em uma guerra. É um comportamento bastante aventureiro. Os EUA estão brincando com fogo", assinalou.

De acordo com o analista, a Rússia é capaz de proteger suas bases e não permitirá que alguém se aproxime delas.

"A repetição de tal cenário é uma declaração indireta de guerra, que pode ter consequências bastante perigosas", ressaltou Hosein Rouivaran.

Por sua vez, Hasan Hanizadeh indicou que os EUA criaram sua base na Síria a fim de fazer frente à Rússia e o Irã, bem como para levar a cabo ações provocativas contra estes países.

"Os EUA, não obstante as normas do direito internacional e sem permissão das autoridades sírias, criaram na Síria sua base para se oporem à Rússia e ao Irã, bem como para realizarem provocações", apontou.

Ele indicou que a base dos EUA se emprega para atividades de espionagem e provocativas contra a Rússia e o Irã.

"Assim, os EUA estão criando condições para expulsar a Rússia e o Irã da Síria. Uma destas últimas ações dos EUA foi precisamente o ataque à base russa de Hmeymim. Agora os EUA estão treinando radicais do Daesh na região de Abu-Kemal", acrescentou.

O analista reforçou que as provocações de Washington intensificam a unidade entre a Rússia e o Irã contra as ações dos EUA.

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