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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
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Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Especialista: EUA declaram indiretamente guerra à Rússia e Irã na Síria

Discursando nesta quarta-feira (25) em Pequim, o vice-ministro da Defesa russo, Aleksandr Fomin, afirmou que os drones que atacaram a base russa na Síria de Hmeymim foram coordenados a partir de um avião de reconhecimento P-8 Poseidon dos EUA.


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Quando os drones foram afetados pelos sistemas russos de interferência eletrônica, os aparelhos passaram a ser operados em regime manual, sendo controlados pelo avião norte-americano.


Soldado norte-americano, à esquerda, sentado em veículo blindado perto da tensa linha de frente entre o Conselho Militar de Manbij, apoiado pelos EUA, e os combatentes apoiados pelos turcos, em Manbij, norte da Síria, 4 de abril de 2018
Tropas dos EUA na Síria © AP Photo / Hussein Malla

Em entrevista à Sputnik Persa, os cientistas políticos especialistas em assuntos do Oriente Médio, Hosein Rouivaran e Hasan Hanizadeh, apontaram que os EUA têm como objetivo expulsar a Rússia e o Irã do território sírio, enquanto o ataque com drones pode ser considerado como uma provocação.

De acordo com Rouivaran, a presença dos EUA na margem leste do rio Eufrates é uma ocupação militar, já que os EUA violaram o princípio de integridade territorial da Síria.

"Trata-se de uma nova tática dos EUA. Eles dirigem drones que atacam as bases russas. Ultimamente, estes casos têm sido frequentes. Tal comportamento dos EUA é uma provocação que, infelizmente, pode levar ao aumento das tensões e resultar em uma guerra. É um comportamento bastante aventureiro. Os EUA estão brincando com fogo", assinalou.

De acordo com o analista, a Rússia é capaz de proteger suas bases e não permitirá que alguém se aproxime delas.

"A repetição de tal cenário é uma declaração indireta de guerra, que pode ter consequências bastante perigosas", ressaltou Hosein Rouivaran.

Por sua vez, Hasan Hanizadeh indicou que os EUA criaram sua base na Síria a fim de fazer frente à Rússia e o Irã, bem como para levar a cabo ações provocativas contra estes países.

"Os EUA, não obstante as normas do direito internacional e sem permissão das autoridades sírias, criaram na Síria sua base para se oporem à Rússia e ao Irã, bem como para realizarem provocações", apontou.

Ele indicou que a base dos EUA se emprega para atividades de espionagem e provocativas contra a Rússia e o Irã.

"Assim, os EUA estão criando condições para expulsar a Rússia e o Irã da Síria. Uma destas últimas ações dos EUA foi precisamente o ataque à base russa de Hmeymim. Agora os EUA estão treinando radicais do Daesh na região de Abu-Kemal", acrescentou.

O analista reforçou que as provocações de Washington intensificam a unidade entre a Rússia e o Irã contra as ações dos EUA.

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