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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Estratégia engenhosa: por que Pentágono não poupa elogios às armas russas?

Ontem (10), a mídia estadunidense relatou que o Pentágono teria reconhecido a supremacia dos sistemas de mísseis e artilharia russos no que se refere ao alcance. Um especialista em assuntos militares russo comentou à Sputnik com que objetivo isso poderia ter sido declarado.


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O chefe do comando do Exército dos EUA para desenvolvimentos inovadores, general John M. Murray, citado pela edição Business Insider, teria dito:

"Os russos, e os chineses em muitos aspectos também, são capazes de superar a maioria dos nossos sistemas."

Míssil balístico intercontinental Topol-M é mostrado durante o fórum militar EXÉRCITO 2018
Míssil balístico intercontinental russo Topol-M © Sputnik / Ekaterina Nenakhova

Na opinião do alto responsável militar, o fato de a Rússia ter ativamente desenvolvido sua artilharia com sucesso é um "toque de despertar" para o Pentágono.

Em uma conversa com o serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista russo em assuntos militares e diretor comercial da revista Arsenal Otechestva, Aleksei Leonkov, analisou as palavras do general norte-americano.

"Devemos sempre considerar tais declarações, digamos, sob duas perspectivas. Por um lado, quando eles elogiam nossas armas, desse jeito eles assustam o público norte-americano: nós temos isso e eles não. Ou seja, nesse momento eles pedem dinheiro para criar sistemas novos. Quando, ao contrário, falam mal de nosso armamento, isso quer dizer que já receberam dinheiro e estão elaborando novos sistemas", ironiza Leonkov.

De acordo com o especialista, na comparação dos parâmetros de diferentes sistemas de combate é muito importante ser concreto.

"Se falarmos concretamente de tal parâmetro como o alcance, alguns dos nossos sistemas realmente disparam bastante longe e superam os análogos norte-americanos. Há também sistemas que, nesse parâmetro, são inferiores aos estadunidenses, mas os superam em alguma outra coisa. Aqui é importante falar concretamente, e se eles dizem 'em geral', não se trata de um quadro muito preciso. Devemos considerar suas palavras como uma parte da mesma campanha de propaganda 'Nos deem dinheiro para novos projetos'", resumiu o analista.

Mais cedo, a edição The National Interest comunicou que o Comando de Operações Especiais do Exército dos EUA pretende começar a financiar a produção de armas russas nos EUA e já convidou empresas estadunidenses que possam "descobrir e melhorar a tecnologia da metralhadora Kalashnikov, da metralhadora modernizada de grande calibre NSV Utes e fazer suas cópias".

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