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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
Sputnik

Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

EUA remodelam bombas e garantem 20 anos de dissuasão nuclear

O Pentágono acaba de completar a remodelagem de suas bombas atômicas B61, ligadas à substituição de seu atual arsenal, que conta com artefatos com meio século de idade, com o objetivo de assegurar mais 20 anos de paz nuclear através de sua emblemática política de dissuasão.


EBC | DefesaNet

"O Programa de Extensão da Vida Útil B61-12 servirá para restaurar, renovar e substituir todos os componentes nucleares e não nucleares da bomba para aumentar sua funcionalidade durante pelo menos 20 anos", anunciou recentemente a Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA, na sigla em inglês) em comunicado.


O Pentágono garante desta maneira duas décadas mais de vigência de uma das três bases da chamada "Tríade Nuclear", ação com a qual os EUA pretendem dissuadir qualquer agressão ou ameaça, que seriam respondidas com um ataque atômico capaz de varrer do mapa qualquer nação inimiga.

A "tríade" faz referência aos três elementos de dissuasão que as Forças Armadas americanas possuem: os mísseis balísticos intercontinentais, os submarinos nucleares e os caças-bombardeiros estratégicos.

Mísseis

O Departamento de Defesa considera que os mísseis são a parte mais visível de sua estratégia, enquanto seus 14 submarinos desse tipo representam uma ameaça sigilosa.

No entanto, a flexibilidade é proporcionada pelos aviões estratégicos, principalmente os B-2 e os emblemáticos B-52, que serão os grandes beneficiados com as novas bombas atômicas.

O novo modelo de projétil tem 3,65 metros de comprimento, pesa cerca de 375 quilos e terá uma potência estimada de 50 quilotons.

Quanto a seu modo de uso, a B61-12 continuará sendo uma bomba gravitacional ou de queda teleguiada que, portanto, poderá continuar sendo usada pelos caças-bombardeiros nucleares B-2 e por outros aviões multisserviço da frota da Força Aérea.

Apesar de os B-52 ficarem de fora desta primeira fase de uso das armas, sua ausência será compensada pelo fato de que, em um futuro, as novas bombas poderão ser usadas pelos aviões F-35 e B-21, ainda em desenvolvimento.

Além de suas características físicas, as autoridades destacaram que uma das principais melhorias incluídas no novo modelo de bomba é que ela "esconde tecnologias de alto risco", ou seja, que estão menos expostas a ingerências por parte do inimigo, ao mesmo tempo em que os custos de produção foram reduzidos.

Pesquisa

Esta nova arma é fruto de um longo trabalho de pesquisa que deu seus primeiros passos em julho de 2015, quando os primeiros testes foram feitos, e que oficialmente terminaram em setembro deste ano, quando se selou a aprovação final do novo projeto.

"O resultado é o testemunho da extraordinária dedicação e competência dos membros da comunidade de segurança nuclear que trabalharam em equipe para cumprir a missão", afirmou o diretor-adjunto da Administração para Aplicações Militares da NNSA, o general de brigada das Forças Aéreas Ronald Allen, ao informar sobre o novo modelo.

O Pentágono não escondeu, além disso, ter contado com apoio civil para o desenvolvimento de seu novo armamento.

O Laboratório Nacional de Los Álamos e os Laboratórios Nacionais de Sandia são os responsáveis por seus detonadores, assim como por alguns dispositivos eletrônicos criados especificamente para esta bomba.

Embora o governo americano não tenha divulgado o custo final do Programa de Extensão da Vida Útil B61-12, um relatório criado pela NNSA em 2016 previa um investimento de aproximadamente US$ 9,5 bilhões.

Se os prazos estabelecidos forem cumpridos, o Departamento de Defesa receberá a primeira parte de suas novas bombas ao longo de 2020 e, apenas cinco anos mais tarde, terá conseguido substituir todo seu arsenal obsoleto.

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