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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

'EUA se sentem desconfortáveis': analista comenta ameaças de Trump à Índia pelos S-400

O presidente dos EUA, Donald Trump, ao responder às perguntas de jornalistas na Casa Branca, prometeu dar uma resposta rápida à compra dos sistemas de defesa antiaérea russos S-400 pela Índia, comunicou a edição The Economic Times.


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De acordo com o presidente, ele está ciente do acordo entre Moscou e Nova Deli.

Sistema de mísseis S-400
S-400 Triumph © Sputnik / Igor Zarembo

"Vocês vão ver [a nossa reação]. Mais rápido do que pensam", afirmou Trump sem entrar em detalhes de suas ameaças.

Por sua vez, uma fonte na indústria militar da Índia, familiarizada com a situação, assinalou que o país não pretende deixar de colaborar com Moscou na área de defesa, apesar das ameaças dos EUA.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o cientista político Stanisval Byshok explicou que os EUA sentem desconforto quando alguém opta pelos armamentos russos em vez dos deles.

"Os EUA são um dos atores principais no mercado dos armamentos, sendo assim, é claro que não se sentem confortáveis quando um país tão grande como a Índia resolve rejeitar as compras de armamento norte-americano a favor do russo", assinalou.

"Há fatores tanto econômicos, como políticos, já que os EUA se acostumaram a que todos aceitem suas propostas, mas aqui se viram rejeitados. É evidente que Trump irá introduzir sanções, relacionadas a outras áreas, por exemplo, às mercadorias indianas. Além disso, a Índia é um país com um desenvolvimento desigual, o país recebe apoio internacional ao nível da ajuda humanitária. Por conseguinte, através de seus aliados Trump pode "fechar torneira", argumentando que um país que possui programa espacial e compra armamentos russos ainda pretende receber apoio humanitário", apontou o especialista.

Contudo, de acordo com ele, a Índia não vai desistir de comprar armamentos russos.

"Neste caso a Índia parte de duas premissas. É uma história que tem a ver com a correlação entre preço e qualidade, pois o armamento russo é conhecido por todo o mundo por sua alta qualidade e preço razoável. O segundo fator é o fator de ser uma grande potência. A Índia, passando ao estatuto de grande potência, deve se comportar de forma mais independente. Mas se ela recuar pode perder esse estatuto. Sua posição no palco internacional exige uma posição mais firme, não recuar frente à pressão dos EUA", concluiu Byshok.

No dia 5 de outubro, a Rússia e a Índia fecharam o contrato de fornecimento a Nova Deli de sistemas de defesa antiaérea S-400 no valor de US$ 5,43 bilhões (R$ 20,3 bilhões). A Índia é o terceiro comprador destes sistemas após a China e a Turquia.

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