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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

'EUA se sentem desconfortáveis': analista comenta ameaças de Trump à Índia pelos S-400

O presidente dos EUA, Donald Trump, ao responder às perguntas de jornalistas na Casa Branca, prometeu dar uma resposta rápida à compra dos sistemas de defesa antiaérea russos S-400 pela Índia, comunicou a edição The Economic Times.


Sputnik

De acordo com o presidente, ele está ciente do acordo entre Moscou e Nova Deli.

Sistema de mísseis S-400
S-400 Triumph © Sputnik / Igor Zarembo

"Vocês vão ver [a nossa reação]. Mais rápido do que pensam", afirmou Trump sem entrar em detalhes de suas ameaças.

Por sua vez, uma fonte na indústria militar da Índia, familiarizada com a situação, assinalou que o país não pretende deixar de colaborar com Moscou na área de defesa, apesar das ameaças dos EUA.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o cientista político Stanisval Byshok explicou que os EUA sentem desconforto quando alguém opta pelos armamentos russos em vez dos deles.

"Os EUA são um dos atores principais no mercado dos armamentos, sendo assim, é claro que não se sentem confortáveis quando um país tão grande como a Índia resolve rejeitar as compras de armamento norte-americano a favor do russo", assinalou.

"Há fatores tanto econômicos, como políticos, já que os EUA se acostumaram a que todos aceitem suas propostas, mas aqui se viram rejeitados. É evidente que Trump irá introduzir sanções, relacionadas a outras áreas, por exemplo, às mercadorias indianas. Além disso, a Índia é um país com um desenvolvimento desigual, o país recebe apoio internacional ao nível da ajuda humanitária. Por conseguinte, através de seus aliados Trump pode "fechar torneira", argumentando que um país que possui programa espacial e compra armamentos russos ainda pretende receber apoio humanitário", apontou o especialista.

Contudo, de acordo com ele, a Índia não vai desistir de comprar armamentos russos.

"Neste caso a Índia parte de duas premissas. É uma história que tem a ver com a correlação entre preço e qualidade, pois o armamento russo é conhecido por todo o mundo por sua alta qualidade e preço razoável. O segundo fator é o fator de ser uma grande potência. A Índia, passando ao estatuto de grande potência, deve se comportar de forma mais independente. Mas se ela recuar pode perder esse estatuto. Sua posição no palco internacional exige uma posição mais firme, não recuar frente à pressão dos EUA", concluiu Byshok.

No dia 5 de outubro, a Rússia e a Índia fecharam o contrato de fornecimento a Nova Deli de sistemas de defesa antiaérea S-400 no valor de US$ 5,43 bilhões (R$ 20,3 bilhões). A Índia é o terceiro comprador destes sistemas após a China e a Turquia.

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