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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

França e Alemanha trocam farpas sobre projeto de novo jato de combate, diz revista

A França ameaçou cancelar um projeto franco-alemão para desenvolver um caça a próxima geração, a menos que a Alemanha concorde em permitir a exportação ilimitada dos aviões de guerra, mesmo para países envolvidos em conflitos, informou a revista alemã Der Spiegel nesta sexta-feira.


Sputnik

A publicação, citando um telegrama confidencial enviado pelo embaixador alemão na França, disse que as autoridades francesas esclareceram sua posição durante uma reunião em Paris em 21 de setembro.


Avião militar italiano do Eurofighter Typhoon patrulha sobre os Bálticos durante uma missão da vigilância aérea da OTAN a partir da base aérea de Zokniai, perto de Siauliai
Eurofighter Typhoon © REUTERS / Ints Kalnins

O funcionário não pôde ser encontrado para comentar o fato no Ministério da Defesa da Alemanha, que está supervisionando o projeto, nem estava disponível no Ministério da Defesa da França e na presidência da França.

O projeto foi anunciado pela primeira vez pela chanceler alemã Angela Merkel e pelo presidente francês Emmanuel Macron em julho de 2017, juntamente com planos para desenvolver um novo tanque.

Durante a reunião de setembro, Claire Landais, secretária-geral da França para defesa e segurança nacional, disse que as exportações ilimitadas são "uma parte central do financiamento do projeto" e que a França considera "essenciais as garantias de longo prazo para futuras exportações do equipamento", pontuou a Der Spiegel.

"Somente quando tais garantias forem feitas, a luz verde política pode ser oferecida por bilhões de euros em investimentos", disseram as fontes citadas por Landais.

Na semana passada, o chefe de defesa da Airbus, Dirk Hoke, alertou a França contra a exigência de uma parte muito grande do programa, dizendo que isso poderia acabar com suas chances de aprovação pelo Parlamento alemão.

A Airbus concordou em deixar seu concorrente, a francesa Dassault Aviation, assumir a liderança no desenvolvimento de uma nova aeronave de combate, mas isso não significava que a França administraria o projeto geral, que também incluirá aeronaves não tripuladas e outras armas, comentou Hoke ao site francês La Tribune.

A Dassault Aviation e Airbus, os respectivos parceiros industriais da França e da Alemanha, não puderam ser imediatamente localizados para comentar o assunto.

O relatório da Der Spiegel e os comentários de Hoke revelaram a continuação das tensões sobre o ambicioso empreendimento de dois países com pontos de vista muito diferentes sobre as exportações de armas.

O governo da chanceler alemã interrompeu as entregas de armas à Arábia Saudita em protesto pelo assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi dentro do consulado saudita em Istambul em 2 de outubro, um assassinato que ela chamou de "monstruosidade".

A reação da França ao caso Khashoggi foi mantida até hoje, já que Paris tenta manter sua influência em Riad e proteger as relações comerciais que abrangem energia, finanças e armamentos.

Macron disse nesta sexta-feira que pedidos de vários países da União Europeia (UE), incluindo a Alemanha, suspendem as vendas de armas para a Arábia Saudita desde que o assassinato de Khashoggi cheirava a "demagogia" populista.

O presidente-executivo da Airbus, Tom Enders, criticou a posição da Alemanha em declarações ao Der Spiegel. "Berlim não pode exigir constantemente a cooperação europeia, mas depois recua quando chega a ser concreta", comentou.

A Alemanha, acrescentou, estava sinalizando a Paris que não considerava a política externa e de segurança francesa responsável.

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